Frases de António de Oliveira Salazar - Cremos que a guerra é um mal,

Frases de António de Oliveira Salazar - Cremos que a guerra é um mal,...


Frases de António de Oliveira Salazar


Cremos que a guerra é um mal, mesmo quando é uma necessidade, mas sabemos que há para os povos outros males maiores, porque os há que excedem a morte e a miséria - são a sua desonra e aniquilamento.

António de Oliveira Salazar

Esta citação revela a complexidade moral da guerra, reconhecendo-a como um mal necessário, mas sublinhando que existem valores mais elevados que a mera sobrevivência física. Salazar sugere que a honra e a identidade de um povo podem valer mais do que a própria vida.

Significado e Contexto

A citação de António de Oliveira Salazar apresenta uma visão paradoxal da guerra: reconhece-a como um 'mal', mesmo quando inevitável ('necessidade'), mas introduz uma hierarquia de males. Para Salazar, a 'desonra e aniquilamento' de um povo representam males superiores à 'morte e miséria' causadas pela guerra. Isto reflete uma filosofia política que valoriza a preservação da identidade nacional, soberania e honra coletiva acima do bem-estar físico individual. A frase sugere que, em certas circunstâncias, a luta pela sobrevivência moral e cultural justifica o sacrifício material e humano.

Origem Histórica

António de Oliveira Salazar foi o líder do Estado Novo em Portugal (1933-1974), um regime autoritário e corporativista. A citação provavelmente emerge do contexto da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Colonial Portuguesa, períodos em que Portugal enfrentou pressões externas e internas. Salazar defendia a neutralidade portuguesa na Segunda Guerra Mundial e a manutenção do império colonial, justificando estas posições com argumentos de preservação nacional e soberania. A frase encapsula a sua visão de que a integridade e honra da nação são valores supremos.

Relevância Atual

Esta citação mantém relevância em debates contemporâneos sobre ética em conflitos, soberania nacional e direitos humanos. Pode ser aplicada a discussões sobre intervenções militares, onde se pondera se a guerra é justificável para prevenir males maiores como genocídio ou tirania. Também ressoa em contextos de resistência cultural ou política, onde comunidades lutam contra a assimilação ou opressão, valorizando a identidade acima da segurança. Serve como ponto de partida para refletir sobre o que vale a pena defender, mesmo a um custo elevado.

Fonte Original: A citação é atribuída a discursos ou escritos de Salazar, possivelmente relacionados com a defesa da neutralidade portuguesa ou da política colonial. Não há uma fonte única amplamente documentada, mas enquadra-se na sua retórica política do período.

Citação Original: Cremos que a guerra é um mal, mesmo quando é uma necessidade, mas sabemos que há para os povos outros males maiores, porque os há que excedem a morte e a miséria - são a sua desonra e aniquilamento.

Exemplos de Uso

  • Em debates sobre intervenção militar em crises humanitárias, para argumentar que a inação pode levar a males maiores como a destruição cultural.
  • Na análise de movimentos de resistência, para explicar por que grupos lutam mesmo face a grandes perdas, visando preservar a sua honra e identidade.
  • Em discussões éticas sobre soberania nacional, para defender que a independência política pode valer sacrifícios materiais.

Variações e Sinônimos

  • "Mais vale morrer de pé que viver de joelhos." (provérbio popular)
  • "A pátria não se vende, defende-se." (lema patriótico)
  • "Há coisas piores do que a guerra." (expressão comum em contextos de conflito)

Curiosidades

Salazar, apesar de ser uma figura controversa pelo seu regime autoritário, era conhecido por uma vida pessoal austera e frugal, o que contrastava com a retórica de sacrifício nacional que empregava.

Perguntas Frequentes

O que Salazar considerava 'males maiores' do que a guerra?
Salazar referia-se à 'desonra e aniquilamento' de um povo, ou seja, a perda da sua identidade, soberania e integridade moral ou cultural.
Esta citação justifica todas as guerras?
Não, a citação reconhece a guerra como um mal, mas sugere que pode ser necessária para evitar males superiores, dependendo do contexto e dos valores em jogo.
Como se relaciona esta frase com a política de Salazar?
Reflete a sua defesa da neutralidade portuguesa e do império colonial, argumentando que a preservação da nação justificava sacrifícios.
Esta ideia é exclusiva de Salazar?
Não, é partilhada por outros pensadores e líderes que valorizam a honra e identidade coletiva acima do bem-estar físico, embora com interpretações variadas.

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