Frases de Augusto Branco - Raríssimos são os que querem...

Raríssimos são os que querem ouvir opinião. Alguns poucos só querem dizer o que pensam. E outros mais só querem ter razão.
Augusto Branco
Significado e Contexto
A citação de Augusto Branco estrutura-se em três níveis de comportamento comunicacional que revelam limitações no diálogo humano. No primeiro nível, 'raríssimos são os que querem ouvir opinião', o autor aponta para a escassez de verdadeiros ouvintes - pessoas que abordam conversas com genuína curiosidade e abertura para perspectivas diferentes. O segundo nível, 'alguns poucos só querem dizer o que pensam', descreve aqueles que utilizam a comunicação principalmente como monólogo, onde o objetivo é expressar-se sem necessariamente considerar o interlocutor. Finalmente, 'outros mais só querem ter razão' identifica o comportamento mais comum: engajar-se em discussões com o objetivo primário de vencer o debate, onde a validação pessoal supera a busca por entendimento mútuo. Esta análise sugere uma hierarquia de deficiências comunicativas que impedem o diálogo produtivo. Branco parece argumentar que a maioria das interações humanas está mais focada em afirmação do que em descoberta, mais orientada para o ego do que para a conexão. A progressão da citação - de 'raríssimos' a 'alguns poucos' a 'outros mais' - implica que estas atitudes se tornam mais comuns à medida que nos afastamos da escuta genuína, criando uma sociedade onde o verdadeiro diálogo se torna exceção em vez de regra.
Origem Histórica
Augusto Branco é o pseudónimo do escritor e poeta brasileiro Luiz Fernando Veríssimo, conhecido por suas crônicas sociais e observações filosóficas sobre o comportamento humano. A citação emerge do contexto cultural brasileiro contemporâneo, refletindo preocupações sobre comunicação e relacionamentos na sociedade moderna. Embora não haja data específica de publicação, a frase circula amplamente em redes sociais e livros de citações desde o início do século XXI, tornando-se parte do repertório de reflexões sobre comunicação interpessoal.
Relevância Atual
Esta frase mantém extrema relevância na era das redes sociais e polarização política, onde os algoritmos frequentemente reforçam câmaras de eco e o debate público muitas vezes degenera em confrontos. Na comunicação digital, onde as interações são mediadas por ecrãs, as três atitudes descritas por Branco tornam-se ainda mais pronunciadas: poucos leem comentários completos antes de responder, muitos usam plataformas como megafones pessoais, e discussões online frequentemente transformam-se em batalhas por validação. A frase serve como lembrete crucial para o desenvolvimento de habilidades de escuta ativa e diálogo construtivo em ambientes profissionais, familiares e sociais.
Fonte Original: A citação é atribuída a Augusto Branco em diversas coletâneas de frases filosóficas e livros de citações, mas não está identificada com uma obra específica publicada. Circula principalmente em meios digitais e antologias de pensamentos.
Citação Original: Raríssimos são os que querem ouvir opinião. Alguns poucos só querem dizer o que pensam. E outros mais só querem ter razão.
Exemplos de Uso
- Em reuniões de trabalho, quando colegas interrompem constantemente para apresentar seus pontos sem considerar contribuições anteriores.
- Nas discussões políticas nas redes sociais, onde comentários frequentemente visam 'ganhar' o debate em vez de entender perspectivas opostas.
- Em conversas familiares sobre temas sensíveis, onde membros repetem suas posições sem realmente escutar os sentimentos dos outros.
Variações e Sinônimos
- "Temos dois ouvidos e uma boca para ouvir mais e falar menos" - provérbio grego
- "O maior problema da comunicação é a ilusão de que ela ocorreu" - George Bernard Shaw
- "Falar é uma necessidade, escutar é uma arte" - Goethe
- "Muitas pessoas não escutam com a intenção de entender; escutam com a intenção de responder" - Stephen Covey
Curiosidades
Augusto Branco (Luiz Fernando Veríssimo) é filho do também famoso escritor brasileiro Érico Veríssimo, criando uma interessante linhagem literária familiar. Apesar de sua popularidade como cronista e comentarista social, muitas de suas frases filosóficas circulam anonimamente ou são atribuídas a outros autores.


