Aqui se faz, aqui se paga. Isso não é

Aqui se faz, aqui se paga. Isso não é ...


Lei do Retorno


Aqui se faz, aqui se paga. Isso não é uma ameaça, é a lei do retorno.


Um lembrete de que ações geram consequências; não se trata de vingança, mas de equilíbrio moral. Resume a responsabilidade individual e colectiva perante os actos.

Significado e Contexto

Literalmente, a frase afirma que aquilo que se faz regressa ao seu autor: as acções produzem consequências que, mais cedo ou mais tarde, se manifestam. Em termos morais, sintetiza a ideia de responsabilidade — actos positivos ou negativos têm efeitos proporcionais sobre quem os pratica. No plano social, a expressão funciona como aviso e norma: não é apenas uma promessa de castigo, mas a descrição de um princípio de equilíbrio (moral, social ou simbólico). Pode ser usada para sancionar comportamentos, promover responsabilidade cívica e sublinhar que decisões têm repercussões pessoais, profissionais e colectivas.

Origem Histórica

Trata‑se de um provérbio popular de origem incerta, comum na tradição oral portuguesa e em outras línguas. Conceitos próximos aparecem em muitas culturas: o princípio bíblico «o que semeia, isso também ceifará» (Galatians/versículos sobre semear e colher), a noção hindu de karma e a antiga 'lex talionis' (lei do talião) — todos exprimem a ideia de causa e efeito moral entretanto transmitida por séculos.

Relevância Atual

A expressão mantém relevância porque sintetiza questões centrais da vida contemporânea: responsabilidade individual, prestação de contas e consequências nas esferas social, empresarial e ambiental. Em tempos de redes sociais, onde actos são amplamente visíveis, a ideia de que as ações retornam ao autor serve tanto como alerta ético quanto como argumento em debates sobre responsabilidade e reparação.

Fonte Original: Provérbio popular de origem desconhecida; não está associado a um autor ou obra específica.

Citação Original: Aqui se faz, aqui se paga. Isso não é uma ameaça, é a lei do retorno.

Exemplos de Uso

  • Num contexto empresarial, para enfatizar que práticas antiéticas podem resultar em perda de reputação e consequências legais.
  • Na educação, como ensinamento para crianças sobre responsabilidade pelos actos e pelas suas consequências.
  • Em debates ambientais, para sublinhar que danos ecológicos provocados por políticas predatórias acabam por afectar as comunidades que os causaram.

Variações e Sinônimos

  • Quem semeia ventos colhe tempestades.
  • Cada um colhe o que planta.
  • Pagar na mesma moeda.
  • O que vai, volta.
  • Lei do retorno

Curiosidades

A frase é frequentemente usada em canções, filmes e discursos políticos nos países de língua portuguesa; por ser anónima, é muitas vezes citada sem referência e às vezes atribuída equivocamente a figuras célebres. Nas línguas vizinhas existem equivalentes quase idênticos, mostrando a universalidade do conceito.

Perguntas Frequentes

O que significa 'Aqui se faz, aqui se paga'?
Significa que as acções têm consequências e que quem pratica certos actos acabará por receber o resultado dessas ações, positivo ou negativo.
É uma ameaça ou uma lição moral?
Geralmente é uma lição moral: descreve uma lei de causa e efeito. Pode ser usada como aviso, mas não implica necessariamente vingança deliberada.
Tem origem religiosa?
Não é exclusivamente religiosa; é um provérbio popular com paralelos em textos religiosos e filosóficos (ex.: conceito de semear e colher, karma), mas a sua origem é incerta.
Como aplicar este princípio no dia a dia?
Aplicando-o como orientação para a tomada de decisões: avaliar consequências antes de agir, assumir responsabilidade pelos actos e procurar reparar danos quando ocorram.

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