Frases de Mário Quintana - No fundo, não há bons nem ma...

No fundo, não há bons nem maus. Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem e os que sentem prazer em fazer o mal. Tudo é volúpia.
Mário Quintana
Significado e Contexto
A citação de Mário Quintana desloca o foco da dicotomia tradicional entre bem e mal para a experiência interna do indivíduo. Ao afirmar que 'não há bons nem maus', o poeta questiona a categorização moral absoluta, sugerindo que o que define as ações é o prazer (ou 'volúpia') que cada pessoa sente ao realizá-las. Isso implica que a moralidade não é uma qualidade inata, mas sim uma resposta emocional e subjetiva, onde o bem e o mal são expressões de desejos pessoais. Num tom educativo, esta perspectiva convida a refletir sobre a complexidade do comportamento humano, evitando julgamentos simplistas e incentivando uma compreensão mais profunda das motivações individuais.
Origem Histórica
Mário Quintana (1906-1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro, conhecido por sua obra lírica e reflexiva, marcada pelo humanismo e por questionamentos existenciais. A citação reflete influências do modernismo brasileiro e de correntes filosóficas que exploram a subjetividade e a emoção, como o existencialismo. Quintana viveu num período de transformações sociais no Brasil, o que pode ter alimentado sua visão crítica sobre normas morais rígidas.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância hoje por desafiar polarizações em debates éticos e sociais, como em discussões sobre política, justiça ou comportamento online. Num mundo onde rótulos de 'bom' e 'mau' são frequentemente aplicados de forma reducionista, a ideia de Quintana incentiva a empatia e a análise das motivações por trás das ações, promovendo um diálogo mais nuancado em educação, psicologia e filosofia.
Fonte Original: A citação é atribuída a Mário Quintana, mas a obra específica não é amplamente documentada; pode derivar de seus escritos poéticos ou aforismos, comuns em sua produção literária.
Citação Original: No fundo, não há bons nem maus. Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem e os que sentem prazer em fazer o mal. Tudo é volúpia.
Exemplos de Uso
- Na psicologia, esta ideia é usada para discutir como o prazer motiva comportamentos, mesmo em contextos anti-sociais.
- Em debates éticos, serve para questionar julgamentos morais absolutos sobre figuras públicas ou históricas.
- Na educação, pode ser aplicada para ensinar alunos a analisarem as intenções por trás de ações, em vez de simplesmente categorizá-las.
Variações e Sinônimos
- O bem e o mal são faces da mesma moeda.
- Cada um colhe o prazer que semeia.
- A moralidade reside no coração, não nas regras.
- Ditado popular: 'Cada um tem o prazer que merece'.
Curiosidades
Mário Quintana era conhecido por sua modéstia e vida simples; recusou várias honrarias, incluindo uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, o que reflete seu ceticismo em relação a convenções sociais, ecoando na citação.


