Frases de Augusto Cury - Desejos morrem diante das perd...

Desejos morrem diante das perdas e contrariedades, sonhos criam raízes nas dificuldades.
Augusto Cury
Significado e Contexto
A citação estabelece uma distinção fundamental entre 'desejos' e 'sonhos'. Os desejos são apresentados como efémeros e frágeis, que se dissipam facilmente perante perdas e contrariedades, representando aspirações superficiais ou imediatistas. Em contraste, os sonhos são descritos como entidades com capacidade de 'criar raízes', simbolizando objetivos profundos, significativos e duradouros. A metáfora das raízes nas dificuldades sugere que os verdadeiros sonhos não apenas sobrevivem aos desafios, mas utilizam-nos como terreno fértil para se fortalecerem, aprofundarem e consolidarem. A mensagem educativa subjacente é que a adversidade funciona como um filtro: elimina o que é trivial (desejos) e nutre o que é essencial (sonhos), promovendo resiliência e crescimento pessoal.
Origem Histórica
Augusto Cury é um psiquiatra, psicoterapeuta, escritor e pesquisador brasileiro nascido em 1958, amplamente conhecido por suas obras sobre inteligência emocional, gestão da mente e filosofia prática. Desenvolveu a 'Teoria da Inteligência Multifocal', que analisa o funcionamento da mente e a construção do pensamento. A citação reflete sua abordagem psicológica e filosófica, que frequentemente explora temas como resiliência, superação de traumas e a importância de dar significado às experiências difíceis. Embora a origem exata da frase possa não ser datada de um período histórico específico, insere-se no contexto do movimento contemporâneo de psicologia positiva e desenvolvimento pessoal que Cury ajudou a popularizar a partir dos anos 1990.
Relevância Atual
Esta frase mantém extrema relevância na atualidade, marcada por incertezas, crises globais e desafios pessoais constantes. Num mundo onde muitos perseguem desejos instantâneos (influenciados pelo consumismo e redes sociais), a mensagem serve como um alerta para diferenciar aspirações efémeras de propósitos de vida autênticos. É particularmente pertinente em contextos educacionais e profissionais, incentivando a perseverança face ao fracasso, a adaptação às mudanças e a construção de resiliência emocional. A ideia de que as dificuldades podem fortalecer os sonhos ressoa com discussões modernas sobre saúde mental, propósito e crescimento pós-traumático.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Augusto Cury em antologias de pensamentos e nas suas obras sobre psicologia e desenvolvimento pessoal. Pode ser encontrada em livros como 'Nunca Desista dos Seus Sonhos' ou em coletâneas de suas frases inspiradoras, embora não haja uma referência exata a uma obra específica em muitos casos.
Citação Original: Desejos morrem diante das perdas e contrariedades, sonhos criam raízes nas dificuldades.
Exemplos de Uso
- Um empreendedor cujo negócio inicial falha (perda) abandona o desejo de riqueza rápida, mas vê seu sonho de inovação fortalecer-se, levando-o a aprender e criar uma empresa mais sólida.
- Um estudante que não entra na universidade desejada (contrariedade) deixa para trás o desejo de prestígio imediato, permitindo que seu sonho de conhecimento se enraíze através de caminhos alternativos como cursos técnicos ou autoaprendizagem.
- Após uma doença grave (dificuldade), uma pessoa pode perder o desejo por atividades superficiais, enquanto seu sonho de viver com plenitude se aprofunda, levando-a a valorizar relações e experiências significativas.
Variações e Sinônimos
- "O que não nos mata, fortalece-nos" (provérbio adaptado de Nietzsche)
- "Árvores fortes criam-se com ventos fortes" (ditado popular)
- "Os obstáculos não devem parar-te. Se encontrares um muro, não desistas. Procura a maneira de contorná-lo, escalá-lo ou atravessá-lo" (adaptação de Michael Jordan)
- "A adversidade é a pedra de toque do carácter" (provérbio)
Curiosidades
Augusto Cury é um dos autores brasileiros mais lidos no mundo, com obras publicadas em mais de 70 países. Apesar de ser psiquiatra, seus livros muitas vezes transcendem a psicologia clínica, misturando-a com literatura, filosofia e até ficção, o que explica o tom poético e acessível de frases como esta.


