Frases de José Saramago - A propósito, não resistiremo

Frases de José Saramago - A propósito, não resistiremo...


Frases de José Saramago


A propósito, não resistiremos a recordar que a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem.

José Saramago

Esta citação de Saramago confronta-nos com uma verdade incómoda: a maior ameaça à humanidade não é a morte natural, mas sim a violência que os próprios seres humanos infligem uns aos outros. É um lembrete pungente da nossa capacidade para a destruição mútua.

Significado e Contexto

Esta citação de José Saramago apresenta uma reflexão profundamente crítica sobre a natureza humana. O autor contrasta a morte como fenómeno natural com a violência provocada pelo homem, sugerindo que somos os nossos próprios piores inimigos. Através de uma ironia característica, Saramago sublinha que as guerras, conflitos, injustiças e atos de crueldade cometidos pelos seres humanos ao longo da história causaram mais mortes do que qualquer processo natural de finitude. A frase convida a uma introspeção sobre a nossa capacidade para o mal e a responsabilidade coletiva em criar sociedades menos violentas.

Origem Histórica

José Saramago (1922-2010), Prémio Nobel de Literatura em 1998, desenvolveu ao longo da sua obra um olhar crítico sobre a sociedade, a política e a condição humana. A sua escrita, marcada por um realismo mágico e um profundo humanismo cético, frequentemente aborda temas como o poder, a injustiça e a moralidade. Esta citação reflete a sua visão pessimista, mas compassiva, sobre a humanidade, influenciada pelo seu contexto histórico que inclui a ditadura salazarista em Portugal e as transformações sociais do século XX.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância assustadora no mundo contemporâneo, onde continuamos a testemunhar guerras, terrorismo, violência social e desigualdades que causam mortes evitáveis. Num contexto de crises globais, mudanças climáticas (onde a ação humana tem impacto direto) e polarização política, a reflexão de Saramago serve como alerta para as consequências das nossas ações coletivas. A citação incentiva o diálogo sobre ética, responsabilidade social e a necessidade de construir uma humanidade mais pacífica.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a José Saramago em discursos e intervenções públicas, embora não tenha uma origem documentada num livro específico. Reflete temas centrais da sua obra, como os explorados em 'Ensaio sobre a Cegueira' ou 'As Intermitências da Morte'.

Citação Original: A propósito, não resistiremos a recordar que a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem.

Exemplos de Uso

  • Em debates sobre violência urbana, pode-se citar Saramago para lembrar que os conflitos humanos são mais letais que acidentes naturais.
  • Num artigo sobre ética global, a frase ilustra a necessidade de responsabilização coletiva pelas tragédias evitáveis.
  • Em contextos educativos, serve para discutir filosofia moral e a contradição entre progresso tecnológico e regressão humana.

Variações e Sinônimos

  • O homem é o lobo do homem (Thomas Hobbes)
  • A maior tragédia não é a morte, mas o que matamos dentro de nós enquanto vivemos (Aristóteles)
  • A humanidade é a única espécie que destrói o seu próprio habitat

Curiosidades

José Saramago era conhecido por escrever frases longas e complexas, mas esta citação é relativamente concisa e direta, o que a torna particularmente impactante e memorável.

Perguntas Frequentes

O que Saramago quis dizer com esta citação?
Saramago quis destacar que a violência humana (guerras, crimes, injustiças) causa mais mortes do que a morte natural por doença ou velhice.
Esta citação é pessimista?
Sim, mas reflete um pessimismo humanista típico de Saramago, que alerta para os perigos da irresponsabilidade coletiva, sem deixar de acreditar na capacidade de reflexão.
Em que livro de Saramago aparece esta frase?
Não está confirmada num livro específico; é uma citação atribuída a ele em discursos e entrevistas, alinhada com temas da sua obra.
Por que esta citação é importante hoje?
Porque lembra que muitos sofrimentos atuais (conflitos, desigualdades) são causados por ações humanas e, portanto, potencialmente evitáveis.

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