Frases de Jeremy Rifkin - Nas próximas décadas, as pes...

Nas próximas décadas, as pessoas vão cada vez mais produzir e compartilhar bens e serviços, o que levará a sociedade a uma era em que quase tudo será praticamente gratuito.
Jeremy Rifkin
Significado e Contexto
A citação de Jeremy Rifkin descreve uma transição para uma 'sociedade de custo marginal zero', onde os avanços tecnológicos – especialmente na internet, energias renováveis e logística – reduzem drasticamente os custos de produção e distribuição. Isto permite que bens e serviços sejam partilhados em redes colaborativas (como plataformas peer-to-peer), diminuindo a necessidade de propriedade individual e aproximando-se de um modelo onde o acesso substitui a posse. Rifkin argumenta que esta dinâmica, impulsionada pela Terceira Revolução Industrial, pode levar a uma economia mais sustentável e equitativa, embora desafie estruturas económicas tradicionais baseadas na escassez e no lucro. O conceito vai além do mero 'gratuito' comercial (como serviços financiados por publicidade), propondo uma reorganização profunda da produção. A 'gratuidade' aqui refere-se ao custo marginal tendendo a zero, não à ausência de valor. Em setores como energia (com painéis solares partilhados), educação (cursos online abertos) ou transporte (car-sharing), a partilha em rede reduz desperdícios e custos, criando uma abundância relativa. Rifkin vê isto não como uma fantasia, mas como uma trajetória possível se as infraestruturas digitais e verdes forem amplamente adotadas.
Origem Histórica
Jeremy Rifkin é um economista, sociólogo e ativista norte-americano, conhecido por analisar o impacto de mudanças tecnológicas na economia, sociedade e ambiente. A citação surge no contexto da sua obra 'A Sociedade de Custo Marginal Zero: A Internet das Coisas, os Commons Colaborativos e o Eclipse do Capitalismo' (2014), onde explora como a convergência da internet das comunicações, da internet da energia e da internet da logística está a criar uma nova infraestrutura global. Rifkin baseia-se em tendências históricas de revoluções industriais, argumentando que cada uma reduziu custos e aumentou a produtividade, mas que a atual – com tecnologias digitais e renováveis – pode levar a um paradigma de partilha colaborativa.
Relevância Atual
Esta frase mantém-se relevante porque descreve fenómenos em expansão, como a economia de partilha (ex: Airbnb, BlaBlaCar), o software open-source, ou a democratização de conteúdos (YouTube, Wikipedia). A crise climática e a desigualdade económica renovam o interesse por modelos alternativos ao capitalismo tradicional. Além disso, a pandemia acelerou a digitalização e a valorização de serviços comunitários, reforçando a ideia de que a colaboração pode resolver problemas globais. No entanto, debates sobre regulação, privacidade e justiça laboral nestas plataformas mostram os desafios da transição.
Fonte Original: Livro: 'The Zero Marginal Cost Society: The Internet of Things, the Collaborative Commons, and the Eclipse of Capitalism' (2014).
Citação Original: In the coming decades, people will increasingly produce and share goods and services, leading society into an era where almost everything is nearly free.
Exemplos de Uso
- Plataformas de car-sharing como a Uber ou a Bolt, que reduzem o custo do transporte ao partilhar viagens.
- Cursos online gratuitos (MOOCs) como os do Coursera ou edX, que democratizam o acesso ao conhecimento.
- Redes de energia renovável comunitária, onde vizinhos partilham o excedente de painéis solares, baixando custos.
Variações e Sinônimos
- Economia da partilha como caminho para a abundância
- O futuro é colaborativo e de baixo custo
- Da escassez à gratuidade através da tecnologia
- Sociedade pós-capitalista baseada em commons
Curiosidades
Jeremy Rifkin assessorou a União Europeia no desenvolvimento do Green New Deal, mostrando como as suas ideias influenciam políticas reais para uma transição sustentável.
