Frases de Ulysses Guimarães - Vamos tomar essa Bastilha noje

Frases de Ulysses Guimarães - Vamos tomar essa Bastilha noje...


Frases de Ulysses Guimarães


Vamos tomar essa Bastilha nojenta e repugnante que é o Colégio Eleitoral, um câncer que está apodrecendo a política e matando a nação.

Ulysses Guimarães

Uma metáfora visceral que transforma uma instituição política num símbolo de opressão e decadência, revelando a urgência de uma renovação democrática.

Significado e Contexto

Esta citação de Ulysses Guimarães utiliza uma poderosa metáfora histórica ao comparar o Colégio Eleitoral à Bastilha, símbolo da opressão monárquica na Revolução Francesa. Ao descrevê-lo como 'nojento e repugnante' e um 'câncer', o autor expressa uma profunda rejeição moral e política, sugerindo que esta instituição não apenas funciona mal, mas corrompe ativamente o tecido democrático e ameaça a sobrevivência da nação. A linguagem médica ('câncer', 'apodrecendo', 'matando') transforma a crítica política num diagnóstico de emergência nacional, exigindo uma intervenção radical e imediata.

Origem Histórica

Ulysses Guimarães (1916-1992) foi uma figura central da redemocratização brasileira, conhecido como 'Senhor Diretas' por sua liderança no movimento pelas eleições diretas. Esta citação provavelmente data do período de debates constitucionais pós-ditadura militar (décadas de 1980-1990), quando Guimarães, como presidente da Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988), defendia reformas profundas no sistema político brasileiro. O Colégio Eleitoral, mecanismo de eleição indireta do presidente durante certos períodos da história brasileira, representava para ele um resquício antidemocrático que precisava ser abolido.

Relevância Atual

A frase mantém relevância porque o debate sobre mecanismos de representação política continua atual. Embora o Colégio Eleitoral específico mencionado tenha sido substituído por eleições diretas, a crítica ampla a sistemas eleitorais considerados distorcidos, desproporcionais ou pouco transparentes persiste. A metáfora da 'Bastilha' ressoa sempre que instituições políticas são percebidas como fortalezas inacessíveis que distorcem a vontade popular, alimentando discussões contemporâneas sobre reforma política, financiamento de campanhas e representatividade.

Fonte Original: Discurso político provavelmente proferido durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988) ou em campanhas pelas Diretas Já. Documentação específica exata pode variar conforme registros históricos.

Citação Original: Vamos tomar essa Bastilha nojenta e repugnante que é o Colégio Eleitoral, um câncer que está apodrecendo a política e matando a nação.

Exemplos de Uso

  • Em debates sobre reforma política, ativistas citam Guimarães para criticar sistemas eleitorais arcaicos.
  • Analistas usam a frase para descrever instituições que perpetuam oligarquias políticas.
  • Em aulas de ciência política, a citação ilustra o uso de metáforas históricas no discurso democrático.

Variações e Sinônimos

  • "O Colégio Eleitoral é um entrave à democracia"
  • "Precisamos demolir as fortalezas do poder oligárquico"
  • "Sistemas eleitorais obsoletos são tumores na democracia"
  • "A Bastilha dos nossos tempos é a distorção da representação"

Curiosidades

Ulysses Guimarães desapareceu num acidente de helicóptero em 1992, e seu corpo nunca foi encontrado, tornando-se um símbolo trágico da democracia brasileira. Ironia histórica: ele faleceu no mesmo ano em que o presidente Collor sofreu impeachment, processo que envolveu questões de legitimidade política.

Perguntas Frequentes

O que era o Colégio Eleitoral criticado por Guimarães?
Era um mecanismo de eleição indireta do presidente da República, usado em vários períodos da história brasileira, que concentrava o poder de escolha numa assembleia restrita de delegados, não no voto popular direto.
Por que Guimarães usou a metáfora da Bastilha?
Para associar o Colégio Eleitoral a um símbolo universal de opressão e tirania, sugerindo que sua abolição seria uma revolução democrática equivalente à Queda da Bastilha na França.
Esta crítica ainda se aplica ao Brasil atual?
Sim, metaforicamente. Embora o Colégio Eleitoral específico não exista mais, a crítica a distorções no sistema político, como financiamento de campanhas ou sub-representação, mantém a mesma essência de luta por maior transparência e representatividade.
Qual era o contexto político da época desta declaração?
O Brasil saía de uma ditadura militar (1964-1985) e debatia sua nova Constituição (1988). Guimarães liderava a Assembleia Constituinte, defendendo eleições diretas e mecanismos mais democráticos, contra resquícios do regime anterior.

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