Frases de Augusto Cury - Não é a dor que nos muda, ma...

Não é a dor que nos muda, mas sim a utilização inteligente dessa dor.
Augusto Cury
Significado e Contexto
Esta frase do psiquiatra Augusto Cury propõe uma distinção crucial entre experienciar dor e utilizar essa experiência de forma construtiva. A dor - seja física, emocional ou psicológica - é apresentada como um material bruto, neutro em si mesmo. O que verdadeiramente importa não é o sofrimento em si, mas o processo cognitivo e emocional que aplicamos a essa experiência. A 'utilização inteligente' refere-se à capacidade de refletir sobre a dor, extrair lições, desenvolver empatia, fortalecer a resiliência e transformar o sofrimento em sabedoria prática para a vida. Num contexto educativo, esta perspetiva desafia a visão passiva do sofrimento como algo que simplesmente acontece connosco. Em vez disso, sugere uma abordagem ativa onde o indivíduo se torna agente da sua própria transformação. A inteligência emocional, a autorreflexão e a capacidade de ressignificação tornam-se competências essenciais para converter experiências dolorosas em oportunidades de desenvolvimento pessoal e maturidade psicológica.
Origem Histórica
Augusto Cury é um psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro contemporâneo, nascido em 1958. Desenvolveu a 'Teoria da Inteligência Multifocal', que analisa o funcionamento da mente e a construção do pensamento. A sua obra, que inclui mais de 40 livros traduzidos para múltiplas línguas, surge num contexto de crescente interesse pela psicologia positiva e inteligência emocional no final do século XX e início do XXI. Cury tornou-se um dos autores de não-ficção mais lidos no mundo lusófono, com abordagens que integram ciência, filosofia e espiritualidade.
Relevância Atual
Esta frase mantém extrema relevância na sociedade contemporânea, marcada por crescentes desafios de saúde mental, ansiedade e stress. Num mundo onde as pessoas são frequentemente expostas a situações dolorosas - desde crises pessoais até desafios globais - a ideia de que podemos 'usar inteligentemente' a dor oferece uma perspetiva empoderadora. Alinha-se com correntes modernas da psicologia que enfatizam a resiliência, o crescimento pós-traumático e a importância da mentalidade de crescimento. É particularmente relevante em contextos educacionais e terapêuticos, onde se procura desenvolver ferramentas para lidar com adversidades.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída à obra de Augusto Cury, embora apareça em múltiplos dos seus livros sobre inteligência emocional e gestão do pensamento. É uma máxima que sintetiza o cerne da sua filosofia sobre transformação pessoal.
Citação Original: Não é a dor que nos muda, mas sim a utilização inteligente dessa dor.
Exemplos de Uso
- Um profissional que perde o emprego utiliza essa experiência dolorosa para repensar a sua carreira, desenvolver novas competências e encontrar uma vocação mais alinhada com os seus valores.
- Após uma desilusão amorosa, uma pessoa decide usar essa dor para compreender melhor os seus padrões relacionais, trabalhar o autoconhecimento e estabelecer relações mais saudáveis no futuro.
- Uma comunidade que enfrenta uma tragédia natural transforma a dor coletiva em ações solidárias, criação de redes de apoio e desenvolvimento de sistemas de prevenção mais eficazes.
Variações e Sinônimos
- O que não nos mata fortalece-nos (Friedrich Nietzsche)
- A dor é inevitável, o sofrimento é opcional (provérbio budista)
- Transformar veneno em remédio
- A adversidade revela o carácter
- Crescer através das dificuldades
Curiosidades
Augusto Cury é o autor brasileiro mais lido na última década, com obras publicadas em mais de 70 países. A sua teoria foi estudada em universidades como referência em psicologia cognitiva aplicada à educação.


