Não mando nas leis do mundo, mas se man

Não mando nas leis do mundo, mas se man...


Frases de Justiça


Não mando nas leis do mundo, mas se mandasse ordenava em julgamento que o amor estivesse presente em todos os lares!


Esta citação expressa um desejo profundo de transformação social através do amor, reconhecendo ao mesmo tempo a humildade perante as leis universais. É um apelo poético à priorização dos afectos como fundamento da vida familiar e comunitária.

Significado e Contexto

A citação articula uma tensão entre a realidade impessoal das 'leis do mundo' (que podem referir-se a leis naturais, sociais ou cósmicas) e um desejo humano idealista. O falante assume uma posição de humildade ao reconhecer que não controla essas leis, mas imagina um cenário hipotético onde, se tivesse esse poder, decretaria o amor como elemento obrigatório em todos os lares. Isto sugere que o amor é visto não apenas como um sentimento privado, mas como um princípio ético fundamental que deveria estruturar a unidade básica da sociedade. A palavra 'julgamento' implica uma decisão ponderada e justa, elevando o amor a uma norma racional e desejável, em contraste com a sua percepção comum como algo espontâneo ou volátil.

Origem Histórica

A citação é de autor desconhecido. Pela sua estrutura e temática, assemelha-se a aforismos ou reflexões poéticas do século XIX ou início do XX, período marcado por correntes românticas e humanistas que idealizavam a família e os sentimentos como antídotos para a industrialização e o materialismo. Pode também ecoar tradições literárias luso-brasileiras, onde a expressão 'mandar nas leis' é coloquial, sugerindo uma origem em contextos culturais de língua portuguesa.

Relevância Atual

A frase mantém relevância hoje por abordar questões contemporâneas como a crise dos valores familiares, a busca por significado em sociedades individualistas e a importância do afecto para o bem-estar mental. Num mundo com altas taxas de solidão e conflitos domésticos, o apelo ao amor como base dos lares ressoa como um ideal terapêutico e social. Além disso, a ideia de 'ordenar' o amor pode ser interpretada como um apelo a políticas públicas que promovam ambientes familiares saudáveis, conectando a esfera privada com a responsabilidade colectiva.

Fonte Original: Desconhecida. Provavelmente de uma obra literária, poética ou filosófica de autor anónimo ou de circulação popular.

Citação Original: Não mando nas leis do mundo, mas se mandasse ordenava em julgamento que o amor estivesse presente em todos os lares!

Exemplos de Uso

  • Num discurso sobre políticas familiares, um político pode citá-la para defender programas de apoio à parentalidade afectiva.
  • Num workshop de desenvolvimento pessoal, pode ser usada para iniciar uma discussão sobre a criação de ambientes domésticos positivos.
  • Num artigo de opinião sobre saúde mental, serve para ilustrar a importância do amor familiar como factor de protecção contra a depressão.

Variações e Sinônimos

  • O amor é a lei não escrita de todos os lares.
  • Se o mundo fosse justo, o amor reinaria em cada casa.
  • A maior ordem que se pode dar é a do amor familiar.
  • Ditado popular: 'Casa com amor, é sempre um lar.'

Curiosidades

Apesar de o autor ser desconhecido, a citação é frequentemente atribuída erroneamente a escritores como Eça de Queirós ou Machado de Assis em partilhas online, demonstrando o seu poder de ressonância com grandes nomes da literatura lusófona.

Perguntas Frequentes

O que significa 'leis do mundo' nesta citação?
Refere-se às regras imutáveis da natureza, da sociedade ou do destino, que estão além do controlo humano individual.
Por que se fala em 'julgamento' para ordenar o amor?
A palavra 'julgamento' sugere uma decisão ponderada e justa, implicando que o amor não é um capricho, mas um veredicto ético necessário para o bem comum.
Esta citação tem aplicação prática na vida moderna?
Sim, incentiva a reflexão sobre como cultivar intencionalmente o amor nos lares, seja através da comunicação, do apoio emocional ou de políticas sociais que fortaleçam as famílias.
Há obras conhecidas que explorem ideias semelhantes?
Sim, temas afins aparecem em obras como 'Os Maias' de Eça de Queirós (crítica à família tradicional) ou em poesia de Florbela Espanca (exaltação do amor), embora a citação específica seja de autor anónimo.

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