Frases de Cânticos 8:6 - Ponha-me como um selo sobre o

Frases de Cânticos 8:6 - Ponha-me como um selo sobre o ...


Frases de Cânticos 8:6


Ponha-me como um selo sobre o seu coração; como um selo sobre o seu braço; pois o amor é tão forte quanto a morte e o ciúme é tão inflexível quanto a sepultura. Suas brasas são fogo ardente, são labaredas do Senhor.

Cânticos 8:6

Um pedido de pertença e compromisso profundo: a imagem do selo comunica permanência íntima, enquanto a comparação com a morte sublinha a intensidade irrefutável do amor. A menção ao fogo divino acrescenta uma dimensão sagrada e transformadora à paixão.

Significado e Contexto

O verso solicita ser colocado como um selo sobre o coração e o braço — imagens que evocam tanto intimidade (o coração) como visibilidade pública ou juramento (o braço). No contexto do mundo antigo, o selo era garantia de posse, autenticidade e compromisso permanente; aqui transmite a ideia de um amor que marca a identidade e que se deseja ser reconhecido e preservado. A sequência "pois o amor é tão forte quanto a morte" usa uma comparação hiperbólica para realçar que o vínculo amoroso supera até a barrreira última da condição humana, enquanto o ciúme comparado à sepultura aponta para uma força de retenção e inexorabilidade que pode ser terrível e inexorável.

Origem Histórica

Cânticos (Cântico dos Cânticos) integra os Ketuvim da Bíblia hebraica e a tradição cristã atribui-lhe popularmente a autoria a Salomão, devido à rubrica inicial. É um poema lírico cuja datação varia entre os séculos X e II a.C.; trata-se de uma colecção de cantos nupciais e celebrativos que privilegia o amor humano e o erotismo simbólico. Ao longo da história foi interpretado literal e alegoricamente — como figura do amor de Deus por Israel na tradição judaica e do amor de Cristo pela Igreja na tradição cristã.

Relevância Atual

A frase continua relevante porque encapsula imagens universais: compromisso público, intensidade emocional e tensão entre amor e ciúme. Na literatura moderna, nos rituais matrimoniais e nas reflexões psicológicas sobre apego e possessividade, este verso serve como metáfora poderosa para discutir limites, devoção e os riscos do ciúme. Artistas e autores retomam a imagem do fogo divino para exprimir paixões transformadoras ou destruidoras.

Fonte Original: Cântico dos Cânticos (Song of Songs / Shir HaShirim), capítulo 8, versículo 6

Citação Original: שִׂימֵנִי כַּחוֹתָם עַל־לִבֶּךָ כְּחוֹתָם עַל־זְרוֹעֶךָ׃ כִּי־עָזָה כַמָּוֶת אַהֲבָה קָשָׁה כְשְׁאוֹל קִנְאָה׃ חֲרָבוֹתֶיהָ חֶרֶב אֵשׁ שַׁלְהֶבוֹת יְהוָה׃

Exemplos de Uso

  • Incluir a frase num voto matrimonial para simbolizar compromisso e intensidade afectiva.
  • Analisar o verso numa aula de literatura comparada para discutir metáforas de amor e morte.
  • Usar a imagem em sessões de terapia de casal para explorar fronteiras entre paixão e ciúme.

Variações e Sinônimos

  • O amor é mais forte que a morte
  • Coloca-me como selo no teu coração
  • Paixão como fogo divino
  • Amor eterno, ciúme inflexível
  • Marcar o coração com um voto eterno

Curiosidades

Cânticos é lido na tradição judaica durante a Páscoa, associando o amor celebrístico do poema à renovação e ao amor de Deus por Israel; apesar da atribuição a Salomão, muitos estudiosos consideram a obra uma colecção de poemas de autores diversos e de períodos distintos.

Perguntas Frequentes

O que significa "selo sobre o seu coração e sobre o seu braço"?
Refere-se a um compromisso simultaneamente íntimo (coração) e público/visível (braço), usando a imagem do selo como garantia de pertença e autenticidade.
Quem escreveu Cânticos 8:6?
A tradição atribui o Cântico dos Cânticos a Salomão, mas a autoria é incerta; o livro é uma colecção poética cuja composição e datação são debatidas pelos estudiosos.
É uma passagem literal ou religiosa?
Pode ser lida de forma literal (poesia de amor humano) e alegórica (interpretações religiosas veem-na como figura do amor divino); ambas as leituras coexistem na tradição interpretativa.
Posso usar este verso em cerimónias ou textos modernos?
Sim, é frequentemente usado em votos, poemas e obras artísticas, mas convém contextualizar a referência, especialmente no que toca às conotações de ciúme e posse.

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