Frases de 1 Timóteo 6:10 - Porque o amor do dinheiro é a

Frases de 1 Timóteo 6:10 - Porque o amor do dinheiro é a...


Frases de 1 Timóteo 6:10


Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

1 Timóteo 6:10

A frase confronta a cobiça como uma raiz invisível que corrói a fé e o bem-estar. É um aviso poético sobre como o deslumbramento pelo lucro pode transpassar a alma com dor.

Significado e Contexto

O versículo assinala que não é o dinheiro em si que é moralmente corrosivo, mas o amor ao dinheiro — a idolatria da riqueza — que gera comportamentos prejudiciais. Neste sentido, a expressão "raiz de toda espécie de males" amplia a ideia: a cobiça pode originar roubos, mentira, injustiça e perda da integridade espiritual. O segundo segmento do verso liga a cobiça à apostasia e ao sofrimento pessoal: alguns, seduzidos pela ganância, desviaram-se da fé e autoinfligiram sofrimento. A formulação enfatiza a relação entre desejo desordenado, responsabilidade moral e consequências sociais e interiores.

Origem Histórica

A frase pertence à Primeira Epístola a Timóteo, tradicionalmente atribuída ao apóstolo Paulo e dirigida a Timóteo, líder de uma comunidade cristã, com instruções sobre conduta e organização eclesiástica. Escrita no contexto do século I, a carta aborda problemas pastorais e éticos emergentes nas primeiras comunidades cristãs. A autoria pauIina é debatida entre estudiosos; alguns situam a epístola numa fase posterior do cristianismo primitivo.

Relevância Atual

O versículo mantém relevância face ao consumismo contemporâneo, desigualdade económica e escândalos corporativos: alerta para como a priorização do lucro pode corroer valores, confiança e saúde mental. Em contextos educativos e éticos, serve como ponto de partida para discutir responsabilidade individual e social na economia e na vida pública.

Fonte Original: Primeira Epístola a Timóteo, Novo Testamento (Bíblia cristã).

Citação Original: ῥιζὰ γὰρ πάντων τῶν κακῶν ἐστὶν ἡ φιλαργυρία· ἐφ' ᾧ τινὲς ἐπλανήθησαν ἀπὸ τῆς πίστεως καὶ ἐβεβλήθησαν ἑαυτοὺς πολλαῖς λύπαις.

Exemplos de Uso

  • Num sermão: o pregador usa o versículo para alertar contra a idolatria do lucro e incentivar generosidade.
  • Em debates sobre ética empresarial: cita-se para criticar práticas que privilegiam lucro imediato em detrimento do bem comum.
  • Em educação financeira: serve como reflexão sobre limites do consumo e da acumulação para o bem-estar pessoal.

Variações e Sinônimos

  • O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal
  • A avareza é fonte de muitos males
  • O dinheiro não traz felicidade
  • Quem vive pela cobiça perde a alma

Curiosidades

O verso costuma ser mal citado em inglês como "money is the root of all evil", omitindo "the love of", o que altera o sentido: a crítica é à postura de amar o dinheiro, não ao dinheiro em si. Além disso, a autoria paulina da epístola tem sido objeto de debate académico, o que influencia interpretações históricas e teológicas.

Perguntas Frequentes

O versículo diz que o dinheiro é mau?
Não; a crítica é dirigida ao amor do dinheiro (cobiça), não ao dinheiro em si, como instrumento.
Quem escreveu 1 Timóteo?
Tradicionalmente Paulo, mas muitos estudiosos sugerem data e autoria posteriores do movimento paulino.
Como aplicar este versículo hoje?
Usa-se para discutir limites éticos no trabalho, consumo responsável e prioridade de valores sobre lucro.
Por que é citado em debates sobre corrupção?
Porque associa a cobiça a desvios morais, oferecendo uma linguagem moral para criticar práticas corruptas.

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