Frases de Atos 17:28 - Porque nele vivemos, e nos mov

Frases de Atos 17:28 - Porque nele vivemos, e nos mov...


Frases de Atos 17:28


Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.

Atos 17:28

Esta citação revela uma visão profunda da existência humana como intrinsecamente ligada a uma realidade maior, sugerindo que a vida, o movimento e o próprio ser emanam de uma fonte divina. A referência aos poetas gregos destaca como verdades universais transcendem culturas e épocas.

Significado e Contexto

Esta passagem do discurso de Paulo no Areópago de Atenas apresenta uma teologia da imanência divina, afirmando que Deus não é um ser distante, mas a fonte sustentadora de toda a existência. A expressão "nele vivemos, e nos movemos, e existimos" descreve uma dependência ontológica completa, enquanto a referência aos poetas gregos (provavelmente Epiménides ou Arato) demonstra como Paulo utilizava elementos culturais locais para comunicar verdades teológicas. A frase estabelece uma conexão íntima entre o criador e a criação, sugerindo que a realidade humana só tem significado quando compreendida em relação ao divino. A menção "somos também sua geração" reforça esta ideia de origem comum, criando uma ponte entre a filosofia grega e a revelação cristã sobre a paternidade divina.

Origem Histórica

A citação encontra-se no livro bíblico de Atos dos Apóstolos, capítulo 17, verso 28, parte do discurso que o apóstolo Paulo proferiu perante filósofos epicureus e estóicos no Areópago de Atenas, por volta do ano 50 d.C. Paulo adaptou-se ao contexto intelectual ateniense, citando poetas gregos para estabelecer um terreno comum antes de apresentar o evangelho cristão.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea ao abordar questões fundamentais sobre o significado da existência, a relação entre ciência e espiritualidade, e a busca por conexão num mundo frequentemente fragmentado. Oferece uma perspetiva integradora que pode dialogar com visões científicas sobre a interdependência cósmica.

Fonte Original: Bíblia Sagrada, Novo Testamento, Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 17, verso 28.

Citação Original: ἐν αὐτῷ γὰρ ζῶμεν καὶ κινούμεθα καὶ ἐσμέν, ὡς καί τινες τῶν καθ’ ὑμᾶς ποιητῶν εἰρήκασιν· Τοῦ γὰρ καὶ γένος ἐσμέν.

Exemplos de Uso

  • Na reflexão sobre ecologia: 'Reconhecer que nele vivemos e existimos pode transformar nossa relação com o meio ambiente.'
  • Em contextos de espiritualidade pessoal: 'Esta frase ajuda a compreender a presença divina no quotidiano mais simples.'
  • No diálogo inter-religioso: 'A referência aos poetas gregos mostra como verdades espirituais transcendem tradições específicas.'

Variações e Sinônimos

  • "Em Deus temos a vida, o movimento e o ser"
  • "Dele somos descendência" (tradução alternativa)
  • "N'Ele existimos" (forma abreviada comum)
  • "Viver, mover-se e existir em Deus"
  • Ditado similar: "Em Deus vivemos, e sem Ele nada somos"

Curiosidades

Os poetas gregos citados por Paulo provavelmente são Epiménides de Creta (século VI a.C.), que escreveu "Pois nele vivemos, movemo-nos e existimos" num hino a Zeus, e/ou Arato de Solos (século III a.C.), cujo poema "Fenómenos" inicia com "De Zeus procedemos".

Perguntas Frequentes

Quem são os poetas gregos mencionados em Atos 17:28?
Paulo refere-se provavelmente a Epiménides de Creta e Arato de Solos, poetas que expressaram ideias sobre a dependência humana do divino na cultura grega pré-cristã.
Qual é o contexto do discurso de Paulo no Areópago?
Paulo proferiu este discurso em Atenas, centro intelectual do mundo antigo, para filósofos epicureus e estóicos, adaptando a mensagem cristã à linguagem e referências culturais gregas.
Como esta citação se relaciona com a teologia da criação?
A frase apresenta uma visão de criação contínua, onde Deus não apenas criou o mundo, mas sustenta ativamente cada aspecto da existência, incluindo movimento e vida.
Por que Paulo citou poetas pagãos num discurso cristão?
Paulo utilizou estas citações como 'pontes culturais' para estabelecer terreno comum com seu público ateniense, demonstrando que elementos de verdade divina podem ser encontrados em diversas tradições.

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