O diretor da empresa pergunta ao novo fu...

O diretor da empresa pergunta ao novo funcionário:
– O contador já lhe disse qual é sua tarefa?
R: Sim. Acordá-lo quando eu perceber que o senhor está vindo.
Significado e Contexto
Esta citação, apresentada como um breve diálogo, funciona como uma micro-sátira das dinâmicas organizacionais. Num primeiro nível, expõe a desconexão entre as expectativas formais de um cargo (neste caso, o de contador) e a realidade prática, que pode ser reduzida a uma tarefa trivial e até absurda. O novo funcionário, em vez de ser integrado nas funções contabilísticas essenciais, é instruído para um papel quase de vigilante ou assistente pessoal do seu superior, acordando-o perante uma ameaça (a chegada do diretor). Isto sugere um ambiente de trabalho disfuncional, onde a aparência de produtividade ou o medo da autoridade substituem o trabalho substantivo. Num segundo nível, a resposta do funcionário – dada de forma seca e factual – realça a normalização desta disfunção. Ele não questiona a absurdidade da tarefa, aceitando-a como parte do seu papel, o que amplifica a crítica a uma cultura organizacional que perpetua práticas inúteis sem reflexão.
Origem Histórica
A citação não tem um autor atribuído de forma conhecida e parece ser um exemplo de humor ou sátira laboral de circulação popular, possivelmente partilhada oralmente ou em coletâneas de anedotas ou contos breves. Este tipo de narrativa curta e irónica é comum em muitas culturas para criticar, de forma leve, as idiossincrasias do mundo do trabalho, da burocracia estatal ou corporativa. Não está ligada a uma obra literária ou filosófica específica reconhecida, enquadrando-se mais na tradição do humor popular ou da 'microficção' satírica.
Relevância Atual
A citação mantém uma relevância acentuada no mundo contemporâneo, onde a crítica à burocracia excessiva, às reuniões infrutíferas, à gestão por microcontrolo e à desconexão entre cargos formais e funções reais é constante. Em ambientes corporativos, startups ou mesmo na administração pública, ainda se observam situações em que os procedimentos ou a aparência de trabalho sobrepõem-se à eficácia e à inovação. A frase serve como um lembrete humorístico, mas incisivo, para questionar a utilidade real das tarefas atribuídas e a saúde da cultura organizacional. É um instrumento útil em formações sobre liderança, eficiência operacional ou simplesmente como ponto de partida para discussões sobre o significado do trabalho.
Fonte Original: Desconhecida. Provavelmente de circulação popular, parte do repertório de anedotas ou contos breves de humor laboral/burocrático.
Citação Original: A citação já está em português. Não se conhece uma versão noutra língua original específica.
Exemplos de Uso
- Num workshop sobre gestão de equipas, o formador pode usar a citação para ilustrar a importância de atribuir tarefas com significado e não apenas por rotina.
- Num artigo de opinião sobre reforma da administração pública, o autor pode citá-la para simbolizar a inércia e os procedimentos absurdos que precisam de ser revistos.
- Numa conversa informal no escritório, um colaborador pode referi-la, com humor, para descrever uma tarefa percecionada como inútil ou desconectada dos objetivos da equipa.
Variações e Sinônimos
- "Fazer de conta que trabalha enquanto o chefe não vem."
- "A burocracia cria empregos para justificar a burocracia."
- "Muitas vezes, o cargo descrito não é o cargo exercido."
- Ditado popular relacionado: "Para inglês ver" (fazer algo apenas para a aparência).
Curiosidades
Apesar de anónima, esta citação é um exemplo de como o humor popular consegue condensar críticas sociais complexas em poucas linhas, sendo facilmente memorizável e partilhável, características que explicam a sua persistência ao longo do tempo.