Como se sabe que o Estado é católico?

Como se sabe que o Estado é católico? ...


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Como se sabe que o Estado é católico? Porque tudo o que faz leva um terço.


Esta citação satírica questiona a relação entre o Estado e a religião, sugerindo que a burocracia e a lentidão administrativa podem ser tão repetitivas quanto a prática religiosa do terço.

Significado e Contexto

Esta citação é uma crítica satírica à burocracia estatal, comparando a lentidão e repetitividade dos processos administrativos com a prática religiosa católica de rezar o terço. O 'terço' refere-se tanto ao objeto religioso quanto à ideia de algo que se repete incessantemente, sugerindo que o Estado opera de forma monótona e previsível. A frase utiliza o humor para questionar a eficiência das instituições públicas, insinuando que a máquina estatal está mais preocupada com rituais formais do que com resultados práticos para os cidadãos. Num contexto mais amplo, a expressão reflete uma perceção cultural sobre a relação entre o poder secular e o religioso em sociedades historicamente católicas, como Portugal. A analogia entre a devoção religiosa e a adesão a procedimentos burocráticos destaca como certas práticas institucionais podem tornar-se dogmáticas, perdendo o seu propósito original em favor da mera repetição.

Origem Histórica

A citação é um ditado popular anónimo, comum em países de tradição católica como Portugal, Espanha e Brasil. Não está atribuída a um autor específico, mas circula oralmente há décadas, refletindo críticas à administração pública que remontam ao período do Estado Novo em Portugal, quando a Igreja Católica tinha uma influência significativa no governo. A expressão ganhou popularidade como forma de protesto humorístico contra a lentidão e complexidade dos serviços estatais.

Relevância Atual

A frase mantém relevância hoje porque a burocracia excessiva continua a ser um problema global, especialmente em serviços públicos como saúde, educação e justiça. Em tempos de digitalização e exigência de transparência, a crítica à ineficiência estatal ressoa com cidadãos que enfrentam processos demorados. Além disso, serve como lembrete cultural sobre a importância de separar práticas religiosas de funções estatais numa sociedade laica.

Fonte Original: Ditado popular anónimo, sem fonte literária ou discursiva específica documentada.

Citação Original: Como se sabe que o Estado é católico? Porque tudo o que faz leva um terço.

Exemplos de Uso

  • Na discussão sobre os atrasos nos serviços públicos, um cidadão comentou: 'Isto é como aquele ditado, o Estado é católico porque tudo leva um terço.'
  • Um artigo sobre reforma administrativa usou a citação para ilustrar a necessidade de desburocratização.
  • Num debate político, um candidato referiu-se à frase para criticar a lentidão na aprovação de leis.

Variações e Sinônimos

  • 'A burocracia é a religião do Estado.'
  • 'O Estado tem mais ritos que uma missa.'
  • 'Parece que trabalhar para o Estado é rezar o terço.'
  • 'Demora mais que uma novena.'

Curiosidades

Em algumas regiões de Portugal, a expressão é adaptada para 'leva um terço e meio', enfatizando ainda mais a demora exagerada. O terço, enquanto objeto religioso, tem 50 contas, o que metaforicamente pode simbolizar a infinidade de passos num processo burocrático.

Perguntas Frequentes

O que significa 'levar um terço' nesta citação?
Significa que os processos do Estado são demorados e repetitivos, tal como rezar um terço na tradição católica, que envolve uma sequência longa e monótona de orações.
Esta citação é uma crítica à religião?
Não, é uma crítica à burocracia estatal, usando a imagem do terço como metáfora humorística para a lentidão, sem atacar a fé católica em si.
Por que a citação ainda é relevante hoje?
Porque a burocracia excessiva e a ineficiência em serviços públicos continuam a ser questões atuais, tornando a analogia aplicável em muitos contextos modernos.
Existe uma versão desta frase noutros países?
Sim, em países como Espanha e Brasil há variações semelhantes que criticam a burocracia usando referências religiosas locais, como 'parece el rosario' ou 'leva uma eternidade'.

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