Frases de Paulo de Tarso de Moraes Souza - No Brasil cultuamos duas frust

Frases de Paulo de Tarso de Moraes Souza - No Brasil cultuamos duas frust...


Frases de Paulo de Tarso de Moraes Souza


No Brasil cultuamos duas frustrações: a dos que têm poder, mas não têm competência para exercer e a dos que têm competência, mas não têm poder.

Paulo de Tarso de Moraes Souza

Esta citação captura uma dualidade estrutural da sociedade, onde o poder e a competência raramente se alinham, gerando um ciclo de frustração coletiva que define muitas dinâmicas humanas.

Significado e Contexto

A citação de Paulo de Tarso descreve um paradoxo social onde duas categorias de pessoas coexistem em estado de frustração permanente. Por um lado, indivíduos que detêm posições de poder (político, económico, institucional) mas carecem das competências necessárias para exercê-lo de forma eficaz e ética. Por outro, pessoas altamente competentes e preparadas que são sistematicamente excluídas das esferas de poder, impedidas de aplicar os seus conhecimentos para transformar a realidade. Esta dinâmica cria um sistema disfuncional onde nem o poder é exercido com excelência, nem a competência encontra canais de expressão.

Origem Histórica

Paulo de Tarso de Moraes Souza (n. 1935) é um jurista, professor e político brasileiro, conhecido pelo seu pensamento crítico sobre a sociedade e as instituições do Brasil. A citação provavelmente emerge do seu vasto trabalho como intelectual público, refletindo observações sobre a cultura política e as estruturas de poder brasileiras ao longo do século XX e início do XXI, marcadas por períodos de autoritarismo, transição democrática e desafios de desenvolvimento.

Relevância Atual

A frase mantém extrema relevância hoje, pois descreve fenómenos observáveis em diversas sociedades, incluindo o Brasil. Na política, vemos líderes eleitos sem preparação técnica adequada, enquanto especialistas são ignorados. No mundo corporativo, cargos de gestão podem ser ocupados por indicações em detrimento da meritocracia. Nas instituições, burocracias ineficientes bloqueiam talentos. Esta desconexão alimenta crises de governança, desconfiança nas instituições e desperdício de capital humano, temas centrais em debates contemporâneos sobre democracia, transparência e justiça social.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a discursos ou escritos de Paulo de Tarso, mas não há uma fonte única amplamente documentada (como um livro específico). É parte do seu legado como pensador social, circulando em coletâneas de citações e análises sobre o Brasil.

Citação Original: No Brasil cultuamos duas frustrações: a dos que têm poder, mas não têm competência para exercer e a dos que têm competência, mas não têm poder.

Exemplos de Uso

  • Em empresas familiares, um herdeiro assume a direção sem experiência (poder sem competência), enquanto funcionários qualificados não ascendem (competência sem poder).
  • Na política, um ministro nomeado por aliança partidária pode falhar na gestão da pasta, enquanto técnicos do ministério veem as suas propostas ignoradas.
  • Nas universidades, administradores sem conhecimento pedagógico tomam decisões que afetam professores e investigadores altamente especializados.

Variações e Sinônimos

  • O poder sem saber é como um barco sem remos.
  • Muitos têm o cargo, mas não a capacidade; outros têm a capacidade, mas não o cargo.
  • Ditado popular: 'Cão que ladra não morde' (às vezes aplicado a figuras de poder ineficazes).

Curiosidades

Paulo de Tarso foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, mas afastou-se criticamente do partido anos depois, refletindo a sua postura independente e crítica perante o poder estabelecido.

Perguntas Frequentes

O que significa 'cultuamos' na citação?
Significa que a sociedade brasileira, de forma quase ritualística, mantém e reproduz estas frustrações como parte da sua cultura, em vez de as resolver.
Esta citação aplica-se apenas ao Brasil?
Embora focada no Brasil, a ideia é universal. Muitas sociedades enfrentam dilemas semelhantes entre poder e competência, especialmente em contextos de desigualdade ou corrupção.
Como superar esta dualidade frustrante?
Através de sistemas meritocráticos transparentes, educação de qualidade, participação cívica e instituições que valorizem a competência na atribuição de responsabilidades.
Paulo de Tarso era otimista ou pessimista sobre o Brasil?
Era crítico realista. A citação expõe um problema estrutural, mas o seu trabalho como jurista e educador sugere uma crença na possibilidade de mudança através do conhecimento e da ética.

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