Frases de Robert Burton - Nossas escritas são tão frus

Frases de Robert Burton - Nossas escritas são tão frus...


Frases de Robert Burton


Nossas escritas são tão frustradas, nossos leitores parasitas, nossos livros parecem belos; aquilo que um admira o outro rejeita; assim somos aprovados como a ilusão dos homens são influenciadas.

Robert Burton

Esta citação de Robert Burton reflete sobre a natureza subjetiva da arte e da receção literária, questionando a validade universal das nossas criações. Revela como as opiniões humanas são moldadas por ilusões e influências passageiras.

Significado e Contexto

Esta citação, atribuída a Robert Burton, explora a natureza paradoxal da criação e receção literária. Burton sugere que as escritas são 'frustradas', indicando uma insatisfação intrínseca do criador com sua obra, enquanto os leitores são descritos como 'parasitas', possivelmente referindo-se à sua dependência das criações alheias ou à sua tendência para interpretações superficiais. A beleza dos livros é apresentada como aparente ('parecem belos'), sublinhando a discrepância entre aparência e essência. O núcleo da reflexão reside na observação de que 'aquilo que um admira o outro rejeita', destacando a extrema subjetividade do gosto e do julgamento artístico. Finalmente, Burton conclui que a aprovação que recebemos é tão volátil e inconsistente quanto 'a ilusão dos homens são influenciadas', sugerindo que as opiniões humanas são moldadas por preconceitos, modas passageiras e influências externas, em vez de por critérios objetivos. Num contexto mais amplo, esta passagem pode ser lida como uma crítica à vaidade dos autores que buscam aprovação universal, e como um comentário sobre a natureza efémera da fama literária. Burton, conhecido pela sua obra 'The Anatomy of Melancholy', frequentemente examinava as fraquezas e contradições humanas, e esta citação alinha-se com essa perspetiva cética. A ideia de que somos 'aprovados' com base em ilusões questiona a validade do reconhecimento público e convida a uma reflexão sobre os verdadeiros valores na arte e na crítica.

Origem Histórica

Robert Burton (1577-1640) foi um clérigo, académico e escritor inglês da era jacobina e carolina, mais conhecido pela sua obra monumental 'The Anatomy of Melancholy' (publicada pela primeira vez em 1621). Vivendo num período de transição entre o Renascimento e o Iluminismo, Burton testemunhou profundas mudanças sociais, religiosas e intelectuais. A sua obra reflete o interesse humanista pelo conhecimento enciclopédico e pela análise das paixões humanas, particularmente a melancolia, que era então considerada uma condição médica e filosófica. O contexto literário do século XVII era marcado por debates sobre autoridade, tradição e inovação, com uma crescente consciência da subjetividade na receção artística.

Relevância Atual

Esta citação mantém uma relevância notável no mundo contemporâneo, especialmente na era das redes sociais e da cultura digital. A ideia de que 'aquilo que um admira o outro rejeita' ecoa nas polarizações atuais de opinião, onde gostos artísticos, políticos ou culturais são frequentemente subjectivos e divisivos. A noção de 'ilusão dos homens são influenciadas' ressoa com os estudos modernos sobre viés cognitivo, influência social e o papel dos algoritmos na moldagem das preferências. Para criadores de conteúdo, escritores e artistas, a reflexão sobre a 'frustração' criativa e a busca por aprovação permanece profundamente atual, questionando a validação através de 'likes' ou críticas efémeras. Em educação, serve para discutir a importância do pensamento crítico face às tendências dominantes.

Fonte Original: A citação é atribuída a Robert Burton, mas a fonte exata dentro da sua obra não é especificada. É provável que derive de 'The Anatomy of Melancholy' ou de outros escritos seus, dado o tema e estilo característicos.

Citação Original: Our writings are as so many dishes, our readers guests, our books like beauty, which one admires, another despises; so are we approved as men's fancies are caught.

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre crítica literária, pode citar-se Burton para argumentar que as avaliações são sempre subjectivas e influenciadas por contextos pessoais.
  • Num artigo sobre redes sociais, a frase ilustra como as opiniões online são voláteis e moldadas por tendências passageiras.
  • Numa aula de filosofia da arte, serve para discutir a relação entre criador, obra e público, questionando padrões universais de beleza.

Variações e Sinônimos

  • A beleza está nos olhos de quem vê.
  • Gosto não se discute.
  • Cada cabeça, sua sentença.
  • A opinião pública é uma onda que muda com o vento.
  • A arte é um espelho que cada um vê à sua maneira.

Curiosidades

Robert Burton escreveu 'The Anatomy of Melancholy' sob o pseudónimo 'Democritus Junior', inspirado no filósofo grego Demócrito, conhecido como o 'filósofo risonho' por rir das loucuras humanas. Ironizamente, Burton sofria ele próprio de melancolia, e a lenda diz que previu corretamente a data da sua própria morte.

Perguntas Frequentes

Quem foi Robert Burton?
Robert Burton foi um clérigo e escritor inglês do século XVII, autor da obra influente 'The Anatomy of Melancholy', um estudo enciclopédico sobre a melancolia humana.
Qual é o tema principal desta citação?
A citação aborda a subjetividade do gosto artístico e literário, a frustração criativa e a influência das ilusões humanas na aprovação social.
Por que esta citação é relevante hoje?
Ela reflecte sobre a volatilidade das opiniões na era digital, a subjectividade nas críticas e a busca por validação, temas centrais nas sociedades contemporâneas.
Onde posso encontrar mais obras de Robert Burton?
A sua obra principal, 'The Anatomy of Melancholy', está disponível em várias edições e traduções, sendo um clássico da literatura filosófica e médica do Renascimento.

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