Frases de Marguerite Duras - Os amores impossíveis são os

Frases de Marguerite Duras - Os amores impossíveis são os...


Frases de Marguerite Duras


Os amores impossíveis são os únicos possíveis.

Marguerite Duras

Esta citação paradoxal sugere que apenas os amores que parecem inatingíveis possuem a autenticidade necessária para transcender as limitações do quotidiano. Revela uma visão onde o impossível se torna o único espaço verdadeiramente livre para o amor.

Significado e Contexto

A citação de Marguerite Duras apresenta um paradoxo que desafia a noção convencional de amor possível. No primeiro nível, sugere que os amores considerados socialmente, moralmente ou praticamente impossíveis são, na verdade, os únicos que possuem valor genuíno, pois escapam às expectativas e convenções que normalmente limitam as relações. Num sentido mais profundo, Duras propõe que a própria natureza do amor autêntico reside na sua capacidade de transcender o possível – o amor verdadeiro não se conforma com o que é facilmente alcançável, mas floresce precisamente nos espaços de dificuldade e interdição, onde a paixão se intensifica pela sua própria impossibilidade aparente.

Origem Histórica

Marguerite Duras (1914-1996) foi uma escritora, dramaturga e cineasta francesa, figura central da literatura do pós-guerra. A sua obra, frequentemente autobiográfica, explora temas como o desejo, a memória, a dor e a complexidade das relações humanas, muitas vezes num contexto de trauma histórico (como a sua experiência na Indochina francesa e durante a Segunda Guerra Mundial). Esta citação reflete o seu estilo literário marcado pelo minimalismo, repetição e uma abordagem existencialista às emoções, onde o amor é frequentemente retratado como uma força destrutiva e transcendente.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância notável na cultura contemporânea, onde as relações são frequentemente mediadas por expectativas sociais, aplicações de encontros e uma busca pela 'compatibilidade perfeita'. Num mundo que valoriza o possível e o prático, a citação de Duras lembra-nos que o amor mais significativo pode surgir fora desses moldes – em relações não convencionais, amores proibidos ou conexões que desafiam a lógica. Ressoa com discussões modernas sobre poliamor, relações à distância, ou amores que transcendem barreiras culturais ou pessoais, oferecendo uma perspetiva que valoriza a intensidade emocional sobre a conveniência.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Marguerite Duras no contexto da sua vasta obra literária e cinematográfica, que inclui romances como 'O Amante' (1984) e filmes como 'Hiroshima, Meu Amor' (1959). Embora não seja possível identificar um único livro ou discurso como fonte exata, encapsula perfeitamente os temas centrais da sua escrita.

Citação Original: Les amours impossibles sont les seuls possibles.

Exemplos de Uso

  • Num contexto terapêutico, a frase pode ilustrar como relações complicadas ou socialmente reprovadas podem ser as mais significativas para um indivíduo.
  • Na análise literária, serve para discutir personagens como Romeu e Julieta, cujo amor floresce precisamente por ser proibido.
  • Em debates sobre relações modernas, pode ser usada para defender que conexões que desafiam normas (como amores à distância ou intergeracionais) possuem um valor único.

Variações e Sinônimos

  • O amor verdadeiro vive no impossível.
  • Só o inatingível é digno de ser amado.
  • O proibido é o mais desejado.
  • Amor e sofrimento são dois lados da mesma moeda.
  • O coração quer o que não pode ter.

Curiosidades

Marguerite Duras escreveu o romance 'O Amante' com 70 anos, baseado nas suas experiências adolescentes na Indochina, e ganhou o Prémio Goncourt – tornando-se uma das autoras mais velhas a receber este prestigiado prémio literário francês.

Perguntas Frequentes

O que significa exatamente 'amores impossíveis' nesta citação?
Refere-se a relações que, por razões sociais, morais, geográficas ou pessoais, são consideradas inalcançáveis ou proibidas, mas que, paradoxalmente, são as únicas que Duras considera genuínas.
Por que é que Marguerite Duras defendia esta ideia?
A sua biografia e obra sugerem uma visão existencialista onde o amor autêntico emerge da dor, da memória e da transgressão, em vez da conformidade com normas sociais.
Esta citação aplica-se apenas a relações românticas?
Embora o contexto seja romântico, a ideia pode estender-se a qualquer amor profundo (familiar, platónico) que enfrenta obstáculos aparentemente intransponíveis.
Como é que esta frase se relaciona com outras obras de Duras?
Temas semelhantes aparecem em 'Hiroshima, Meu Amor' (amor num contexto de guerra) e 'O Amante' (relação proibida entre uma adolescente e um homem mais velho), onde o impossível define a paixão.

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