Marco Túlio Cícero (106–43 a.C.) foi um dos mais influentes oradores, advogados e estadistas da República Romana. Natural de Arpino, cedo destacou-se pela habilidade retórica e pelo conhecimento jurídico, ascendendo ao consulado em 63 a.C., quando se notabilizou pela denúncia da conspiração de Catilina e pela defesa das instituições republicanas.
Para além da atividade política, Cícero deixou uma vasta obra filosófica e epistolar que traduziu e adaptou conceitos gregos para o latim, criando vocabulário intelectual duradouro. Exilado por intrigas políticas e posteriormente perdoado, acabou assassinado em 43 a.C.; a sua obra e pensamento moldaram a cultura jurídica, literária e política da tradição ocidental.
Cronologia
- 106 a.C.: Nascimento em Arpino (Itália) numa família equestre.
- 63 a.C.: Eleito cônsul; destacou-se ao denunciar a conspiração de Catilina.
- 58 a.C.: Decreto de exílio por ações políticas (retornado no ano seguinte).
- 57 a.C.: Regresso a Roma e retomada da atividade política e literária.
- 44–43 a.C.: Pronunciou as Filípicas contra Marco António, defendendo a causa republicana.
- 43 a.C.: Assassinato durante as proscrições; tornou-se mártir político e figura literária.
Sabias que?
- Cícero introduziu muitos neologismos filosóficos em latim, ajudando a formar o vocabulário técnico do pensamento ocidental.
- As cartas a Ático constituem uma fonte íntima e essencial para compreender a política e a vida quotidiana do fim da República.
- Após o seu homicídio, partes do corpo de Cícero foram publicamente expostas em Roma; paradoxalmente, as suas obras sobrevivem e influenciaram o Renascimento.
Obras Principais: De Oratore (Sobre a Retórica), De Republica (Sobre a República), De Legibus (Sobre as Leis), Epistulae ad Atticum (Cartas a Ático), Philippicae (Filípicas)