Gilbert Keith Chesterton (1874–1936) foi um escritor, ensaísta e jornalista inglês celebrado pela sagacidade, paradoxos e defesa da fé cristã. Autor prolífico, destacou-se em géneros diversos — romances, contos detectivescos, crítica social e apologética — e ganhou popularidade com a série do Padre Brown e obras como Ortodoxia e O Homem Eterno.
Conhecido como o “príncipe do paradoxo”, Chesterton foi também um público debatedor e pensador social: colaborou com Hilaire Belloc na formulação do distributismo e confrontou ideias modernas do seu tempo com humor, imaginação e um apelo ao senso comum. A sua influência estende-se a escritores e pensadores do século XX, mantendo relevo no debate literário e religioso.
Cronologia
- 1874: Nascimento em Kensington, Londres (29 de maio de 1874).
- 1908: Publicação de obras marcantes como Ortodoxia e O Homem Que Era Quinta‑feira, que consolidaram a sua reputação.
- 1911: Lançamento de A Inocência do Padre Brown, iniciando a popular série de contos detectivescos.
- 1922: Conversão ao catolicismo, um passo significativo na sua trajectória pessoal e intelectual.
- 1936: Morte em Beaconsfield, Buckinghamshire (14 de junho de 1936), encerrando uma carreira literária vasta e influente.
Sabias que?
- Converteu‑se ao catolicismo em 1922, apesar de décadas a escrever sobre religião e ética; a sua conversão gerou surpresa entre contemporâneos.
- Com Hilaire Belloc defendeu o distributismo, uma alternativa económica que privilegiava a propriedade dispersa em vez do capitalismo e do socialismo centralizado.
- A expressão "Chesterton's fence" (a vedação de Chesterton) deriva de um princípio que ele formulou e é usada frequentemente em debates sobre reforma e tradição.
Obras Principais: Ortodoxia (Orthodoxy, 1908), O Homem Que Era Quinta‑feira (The Man Who Was Thursday, 1908), O Homem Eterno (The Everlasting Man, 1925), A Inocência do Padre Brown (The Innocence of Father Brown, 1911), Hereges (Heretics, 1905)