Joaquim Maria Machado de Assis (1839–1908) nasceu no Rio de Janeiro e tornou‑se o maior escritor brasileiro do século XIX. Filho de pais pobres e com educação formal limitada, destacou‑se como poeta, contista, romancista, crítico e fundador da literatura moderna brasileira, combinando ironia fina e profundo exame psicológico nas suas obras.
A sua obra revolucionou a prosa em língua portuguesa pelas estruturas narrativas inovadoras e pelo uso do narrador não confiável. Foi cofundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. A sua influência perdura: académicos e leitores apreciam a sutileza, o humor mordaz e a crítica social presentes em cada texto.
Cronologia
- 1839: Nascimento no Rio de Janeiro (21 de Junho).
- 1869: Casamento com Carolina Augusta Xavier de Novais.
- 1872: Publicação do primeiro romance, 'Ressurreição'.
- 1881: Lançamento de 'Memórias Póstumas de Brás Cubas', marco da sua maturidade literária.
- 1897: Co‑fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.
- 1908: Morte no Rio de Janeiro (29 de Setembro).
Sabias que?
- Começou a trabalhar muito jovem como tipógrafo e revisor; aprendeu línguas e literatura de forma autodidata.
- Foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras e recusou títulos nobiliárquicos para manter independência intelectual.
- A prática do xadrez e o gosto por jogos intelectuais refletiram‑se na construção estratégica das suas tramas e ironias.
Obras Principais: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Dom Casmurro (1899), Quincas Borba (1891), O Alienista (novo conto/parte de 'Papéis Avulsos'), Helena (1876)