Marguerite Duras (nascida Marguerite Donnadieu, 1914–1996) foi uma escritora, dramaturga e cineasta francesa cuja obra renovou a prosa contemporânea. Nascida em Saigão, na então Indochina francesa, a sua formação entre duas culturas marcou uma escrita íntima, fragmentária e obsessiva pelo desejo, pela memória e pela perda. Ao longo da vida alternou romances, roteiros e peças teatrais, construindo uma obra que cruza autobiografia e invenção.
Participou na Resistência durante a Segunda Guerra e teve uma relação decisiva com o também escritor Robert Antelme, cuja deportação alimentou textos como "La Douleur". Em 1984 recebeu o Prix Goncourt por O Amante, que a tornou internacionalmente famosa. Faleceu em Paris em 1996, deixando um legado de linguagem radical e de singular intensidade emocional.
Cronologia
- 1914: Nascimento em Gia Định (Saigão), Indochina francesa, como Marguerite Donnadieu.
- 1939: Casa com o escritor Robert Antelme; a deportação de Antelme na guerra influenciaria obras posteriores.
- 1959: Co‑autora do argumento do filme Hiroshima mon amour (dir. Alain Resnais), que marcou o encontro entre cinema e literatura.
- 1984: Publica O Amante (L'Amant) e recebe o Prix Goncourt, alcançando reconhecimento internacional.
- 1996: Morre em Paris, deixando uma obra plural entre romance, teatro e cinema.
Sabias que?
- Adotou o pseudónimo "Duras" a partir de uma ligação familiar/regional — mudou o seu nome literário para afirmar uma identidade artística distinta.
- A experiência colonial em Saigão e a deportação do marido, Robert Antelme, foram motores temáticos persistentes na sua obra, alimentando textos sobre perda e esperas.
Obras Principais: O Amante (L'Amant), Moderato Cantabile, A Barragem contra o Pacífico (Un barrage contre le Pacifique), Hiroshima mon amour (roteiro), O Rapto de Lol V. Stein (Le Ravissement de Lol V. Stein)