Simón Bolívar (Caracas, 1783 – Santa Marta, 1830) foi militar, estadista e teórico político sul-americano que liderou as guerras de independência contra o domínio espanhol na América do Sul. Educado entre Caracas e Espanha e influenciado pelas ideias iluministas, tornou-se o principal impulsionador da libertação de territórios que hoje são Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Conhecido como o "Libertador", Bolívar combinou ação militar e reflexão política em cartas, discursos e decretos que procuravam fundar repúblicas estáveis e uma união continental. Apesar das vitórias militares, lutou com crises políticas e divisões internas; morreu desiludido com o fracasso parcial do projecto de unidade hispano-americana.
Cronologia
- 1783: Nascimento em Caracas, província de Venezuela, em família aristocrática criolla.
- 1815: Redige a célebre Carta de Jamaica, analisando as causas e perspectivas das lutas independentistas.
- 1819: Vitória na Batalha de Boyacá e criação da República da Gran Colômbia (Colómbia, Venezuela, Panamá e partes do Equador).
- 1822: Encontro com José de San Martín em Guayaquil; decisões que aceleram a libertação do Peru.
- 1825: Criação da República da Bolívia, nomeada em sua honra, após campanhas militares no Alto Peru.
- 1830: Renuncia cargos políticos, abandona a Gran Colômbia e morre em Santa Marta, marcado pela desilusão política.
Sabias que?
- Apesar de ser figura central da independência, Bolívar chegou a propor modelos autoritários moderados para consolidar as repúblicas, o que lhe granjeou críticas de federalistas.
- Sofreu problemas de saúde persistentes (possível tuberculose) e morreu pobre e desiludido na Quinta de San Pedro Alejandrino, em Santa Marta.
- As suas últimas instruções e vasta correspondência foram determinantes para a historiografia latino-americana; os seus restos foram transferidos para o Panteão Nacional da Venezuela em 1842.
Obras Principais: Carta de Jamaica (1815), Discurso de Angostura (1819), Memórias e Correspondência (coleção de cartas e escritos)