Frases de Machado de Assis - A ingratidão é um direito do

Frases de Machado de Assis - A ingratidão é um direito do...


Frases de Machado de Assis


A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso.

Machado de Assis

Machado de Assis, com a sua habitual ironia, apresenta a ingratidão como um direito paradoxal, sugerindo que a sua existência não justifica o seu exercício. Esta frase convida a uma reflexão sobre a ética das escolhas pessoais, mesmo quando a sociedade permite certos comportamentos.

Significado e Contexto

A citação 'A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso' encapsula um paradoxo moral típico do estilo de Machado de Assis. Por um lado, reconhece que, numa perspetiva puramente legal ou social, uma pessoa pode ter o 'direito' de ser ingrata – ninguém é obrigado por lei a ser grato. Por outro lado, o autor argumenta que esse direito não deve ser exercido, sublinhando que a gratidão é uma virtude ética e um pilar das relações humanas saudáveis. A frase sugere que a existência de uma liberdade não implica a sua utilização sábia ou correta, convidando o leitor a refletir sobre a diferença entre o que é permitido e o que é moralmente recomendável.

Origem Histórica

Machado de Assis (1839-1908) é considerado o maior escritor brasileiro, atuando durante o período do Realismo e do Naturalismo no Brasil, marcado por transformações sociais como a abolição da escravatura e a Proclamação da República. A sua obra é conhecida pela análise psicológica profunda, ironia fina e crítica social subtil, frequentemente explorando temas como a hipocrisia, o egoísmo e as complexidades da natureza humana. Esta citação reflete o seu interesse em dilemas éticos e a sua visão cética, mas não cinica, sobre as convenções sociais.

Relevância Atual

Esta frase mantém-se relevante hoje porque aborda questões universais sobre ética pessoal e responsabilidade social. Num mundo onde os direitos individuais são frequentemente enfatizados, a citação lembra-nos que a liberdade deve ser equilibrada com a virtude. É particularmente pertinente em debates sobre cortesia nas redes sociais, relações de trabalho ou dinâmicas familiares, onde a ingratidão pode ser tecnicamente 'permitida', mas destrutiva. Serve como um alerta contra o egoísmo e um apelo à consciência coletiva.

Fonte Original: A citação é atribuída a Machado de Assis, mas a sua origem exata não é consensual entre os estudiosos. Pode ser uma paráfrase ou adaptação de ideias presentes nas suas obras, como nos romances 'Memórias Póstumas de Brás Cubas' ou 'Dom Casmurro', onde temas de ingratidão e moralidade são explorados. Não há registo de uma obra específica onde apareça textualmente desta forma.

Citação Original: A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso.

Exemplos de Uso

  • Num contexto profissional, um colaborador pode ter o direito de não agradecer a um colega pela ajuda, mas exercer esse direito pode prejudicar o ambiente de trabalho.
  • Nas redes sociais, uma pessoa pode ignorar um elogio sem violar regras, mas a ingratidão frequente pode levar ao isolamento social.
  • Em relações familiares, um filho adulto pode legalmente não retribuir o apoio dos pais, mas a ética recomenda o reconhecimento e a gratidão.

Variações e Sinônimos

  • A ingratidão é a porta fechada à benevolência.
  • De boas intenções está o inferno cheio, mas a ingratidão é um vício.
  • Mais vale um 'obrigado' atrasado do que a ingratidão eterna.
  • Quem não é grato, não merece receber.

Curiosidades

Machado de Assis era de origem humilde, mulato e epilético, fatores que influenciaram a sua perspetiva crítica sobre a sociedade brasileira do século XIX. Apesar das adversidades, tornou-se um mestre da língua portuguesa e fundador da Academia Brasileira de Letras.

Perguntas Frequentes

O que Machado de Assis quis dizer com 'direito' nesta citação?
Machado refere-se a um direito no sentido social ou de liberdade pessoal, não legal. Significa que a ingratidão é uma opção disponível, mas que não deve ser escolhida por razões éticas.
Esta citação é de qual obra de Machado de Assis?
A citação não tem uma origem documentada numa obra específica. É amplamente atribuída a ele, possivelmente como uma síntese de ideias presentes nos seus escritos sobre moralidade.
Por que é importante refletir sobre esta citação hoje?
Porque incentiva a ponderar a diferença entre o que é permitido e o que é virtuoso, especialmente numa era de individualismo, promovendo a gratidão como valor essencial para relações saudáveis.
Como aplicar esta ideia no dia a dia?
Praticando a gratidão ativamente, mesmo em pequenos gestos, e reconhecendo que a cortesia e o agradecimento fortalecem os laços sociais, além de serem moralmente superiores à indiferença.

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