Frases de Marquês de Maricá - Não é dado ao saber humano c...

Não é dado ao saber humano conhecer toda a extensão da sua ignorância.
Marquês de Maricá
Significado e Contexto
Esta citação do Marquês de Maricá expressa um princípio fundamental da epistemologia: a ideia de que o conhecimento humano é intrinsecamente limitado. O autor sugere que não podemos sequer compreender a totalidade daquilo que desconhecemos, criando assim um paradoxo onde a própria ignorância se torna incognoscível. Num tom educativo, esta reflexão convida-nos a adotar uma postura de humildade intelectual, reconhecendo que o processo de aprendizagem é infinito e que a verdadeira sabedoria reside na consciência dos nossos próprios limites cognitivos. A frase desafia a arrogância do saber absoluto e valoriza a curiosidade contínua como motor do desenvolvimento humano.
Origem Histórica
Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá (1773-1848), foi um político, filósofo e escritor brasileiro do período imperial. Viveu durante uma época de transformações no Brasil, incluindo a independência e consolidação do Império. As suas 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' (publicadas postumamente) reflectem influências do Iluminismo e do pensamento moralista francês, adaptadas ao contexto brasileiro. A sua obra caracteriza-se por aforismos que abordam ética, política e filosofia de vida.
Relevância Atual
Esta frase mantém uma relevância extraordinária no mundo contemporâneo, marcado pelo excesso de informação e pela ilusão de acesso ao conhecimento total. Num contexto de redes sociais e inteligência artificial, recorda-nos que a humildade intelectual é mais necessária do que nunca. Aplica-se a debates científicos (como os limites da física quântica), à ética tecnológica e à necessidade de diálogo intercultural, onde reconhecer o desconhecido é o primeiro passo para uma compreensão genuína.
Fonte Original: Obra 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' do Marquês de Maricá, publicada postumamente a partir dos seus manuscritos.
Citação Original: Não é dado ao saber humano conhecer toda a extensão da sua ignorância.
Exemplos de Uso
- Num debate científico sobre os limites do universo observável, um físico pode citar esta frase para explicar porque certas perguntas permanecem sem resposta.
- Num contexto educativo, um professor pode usar esta citação para incentivar os alunos a manterem uma atitude de curiosidade permanente.
- Num artigo sobre inteligência artificial, pode servir para discutir os limites éticos e cognitivos das máquinas face ao desconhecido humano.
Variações e Sinônimos
- Só sei que nada sei (atribuído a Sócrates)
- Quanto mais sei, mais sei que nada sei
- A ignorância reconhecida é o princípio da sabedoria
- Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo (Wittgenstein)
- Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia (Shakespeare)
Curiosidades
O Marquês de Maricá era conhecido por escrever as suas máximas em pequenos pedaços de papel que guardava numa caixa, sendo apenas publicadas após a sua morte. Muitas reflectem a sua experiência como político no Brasil Imperial, mostrando como a filosofia moral se entrelaçava com a prática governativa.


