Frases de Marquês de Maricá - A ignorância pasma ou espanta

Frases de Marquês de Maricá - A ignorância pasma ou espanta...


Frases de Marquês de Maricá


A ignorância pasma ou espanta-se, mas não admira.

Marquês de Maricá

Esta citação distingue a reação superficial da ignorância da verdadeira admiração que nasce do conhecimento. Sugere que o espanto vazio não conduz à sabedoria, apenas à perplexidade estéril.

Significado e Contexto

A citação 'A ignorância pasma ou espanta-se, mas não admira' estabelece uma distinção crucial entre duas reações aparentemente semelhantes: o pasmo/espanto e a admiração. O pasmo ou espanto representam reações superficiais, frequentemente associadas à ignorância - são respostas imediatas a algo incompreendido, marcadas pela surpresa vazia ou perplexidade que não evolui para compreensão. Em contraste, a admiração pressupõe um reconhecimento mais profundo, uma apreciação fundamentada no entendimento ou na valorização da complexidade, beleza ou significado de algo. Esta distinção sugere que a verdadeira admiração exige um envolvimento intelectual ou emocional mais profundo, enquanto o espanto pode ser uma reação passiva e efémera. Filosoficamente, a frase questiona a qualidade da nossa atenção ao mundo: será que nos limitamos a ficar pasmados perante o desconhecido, ou procuramos compreender para verdadeiramente admirar? Esta reflexão convida a transformar a curiosidade inicial em busca de conhecimento.

Origem Histórica

Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá (1773-1848), foi um político, filósofo e escritor brasileiro do período imperial. Viveu durante a transição do Brasil Colónia para o Império, um período de intensas transformações políticas e intelectuais. As suas 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' (publicadas postumamente) reflectem influências do Iluminismo e do pensamento moralista francês, adaptadas ao contexto brasileiro. A obra caracteriza-se por aforismos curtos que abordam ética, sociedade e comportamento humano, com um estilo conciso e reflexivo típico da literatura de máximas do século XIX.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea numa era de excesso de informação e superficialidade digital. Num mundo onde as reações imediatas (como os 'likes' ou o espanto perante notícias sensacionalistas) são frequentes, a citação lembra-nos a importância de ir além da primeira impressão. É particularmente pertinente para a educação, incentivando a substituição da mera curiosidade pelo estudo aprofundado, e para o pensamento crítico face às redes sociais, onde o pasmo perante conteúdos virais raramente se transforma em compreensão genuína. A distinção entre espantar-se e admirar continua a ser fundamental para o desenvolvimento intelectual e emocional.

Fonte Original: Obra 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' do Marquês de Maricá (publicação póstuma, organizada a partir dos seus escritos).

Citação Original: A ignorância pasma ou espanta-se, mas não admira.

Exemplos de Uso

  • Perante um fenómeno científico complexo, muitos limitam-se a espantar-se, enquanto os que estudam o assunto conseguem verdadeiramente admirar a sua beleza.
  • Nas redes sociais, é comum pasmar-se com polémicas sem compreender o contexto, em vez de admirar discussões fundamentadas.
  • Um turista pode espantar-se com um monumento histórico, mas só quem estuda a sua história consegue admirar plenamente o seu significado.

Variações e Sinônimos

  • A ignorância assombra-se, a sabedoria admira-se.
  • Quem pouco sabe, muito se espanta; quem muito sabe, muito se admira.
  • O espanto é filho da ignorância, a admiração é filha do conhecimento.
  • Pasmamos com o que não entendemos, admiramos o que compreendemos.

Curiosidades

O Marquês de Maricá foi um dos primeiros brasileiros a publicar uma coleção de máximas filosóficas, género literário até então dominado por autores europeus, reflectindo o desenvolvimento de um pensamento autóctone no Brasil Imperial.

Perguntas Frequentes

Qual é a diferença entre 'pasmar' e 'admirar' nesta citação?
'Pasmar' refere-se a uma reação de espanto superficial e passivo perante o desconhecido, enquanto 'admirar' implica uma apreciação ativa e fundamentada, que requer compreensão ou reconhecimento de valor.
Por que é importante esta distinção na educação?
Porque incentiva a transformar a curiosidade inicial dos alunos em busca de conhecimento profundo, promovendo a admiração intelectual em vez da mera surpresa passageira.
Como aplicar esta ideia no dia a dia?
Questionando as próprias reações: quando algo nos surpreende, devemos perguntar se compreendemos suficientemente para admirar, ou se estamos apenas pasmados pela ignorância.
O Marquês de Maricá era mais político ou filósofo?
Foi ambas as coisas: como político, ocupou cargos importantes no Império Brasileiro; como filósofo, deixou uma obra literária de máximas que reflecte sobre ética e comportamento humano.

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