Frases de Marquês de Maricá - A ignorância vencível no hom

Frases de Marquês de Maricá - A ignorância vencível no hom...


Frases de Marquês de Maricá


A ignorância vencível no homem é limitada, a invencível infinita.

Marquês de Maricá

Esta citação do Marquês de Maricá explora a natureza paradoxal do conhecimento humano, sugerindo que o que podemos superar é finito, mas o desconhecido permanece infinito. É uma reflexão sobre os limites da compreensão humana e a humildade perante o mistério.

Significado e Contexto

A citação distingue dois tipos de ignorância: a 'vencível', que se refere ao desconhecimento que pode ser superado através do estudo, experiência ou esforço intelectual, sendo portanto limitada; e a 'invencível', que representa as fronteiras absolutas do conhecimento humano, aquilo que está além da nossa capacidade de compreensão, sendo por natureza infinita. Esta distinção convida a uma reflexão sobre a humildade intelectual: enquanto devemos combater ativamente a ignorância que podemos vencer, também devemos reconhecer com serenidade os limites insuperáveis da nossa condição. Num contexto educativo, esta ideia valoriza tanto a busca pelo conhecimento como a aceitação dos mistérios fundamentais da existência. Sugere que a verdadeira sabedoria não está apenas em acumular saber, mas em discernir entre o que podemos aprender e o que devemos aceitar como inacessível, promovendo uma atitude equilibrada entre a curiosidade e a humildade.

Origem Histórica

Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá (1773-1848), foi um político, filósofo e escritor brasileiro do período imperial. As suas 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' (1844) reúnem aforismos que refletem influências do Iluminismo, do estoicismo e da moral cristã, adaptadas ao contexto social e político do Brasil do século XIX. A obra caracteriza-se por uma visão pragmática e ética, focada na conduta individual e na sabedoria prática.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância hoje por abordar questões contemporâneas como os limites da ciência, a desinformação e a humildade epistémica. Num mundo sobrecarregado de informação, lembra-nos da importância de distinguir entre o que podemos saber (e a responsabilidade de o buscar) e o que permanece misterioso. É particularmente pertinente em debates sobre ética tecnológica, onde avanços como a inteligência artificial confrontam fronteiras do conhecimento humano.

Fonte Original: Obra 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' (1844), do Marquês de Maricá.

Citação Original: A ignorância vencível no homem é limitada, a invencível infinita.

Exemplos de Uso

  • Na educação, devemos focar-nos na ignorância vencível, ensinando competências críticas, enquanto aceitamos que algumas questões filosóficas permanecem invencíveis.
  • Em debates científicos, reconhecer a ignorância invencível promove humildade, evitando dogmatismos sobre temas como a consciência ou a origem do universo.
  • No combate à desinformação, é crucial vencer a ignorância vencível com factos, mas também compreender que certas crenças podem ser invencíveis devido a factores emocionais ou culturais.

Variações e Sinônimos

  • Só sei que nada sei (Sócrates)
  • A ignorância é a noite da mente, uma noite sem lua nem estrelas (Confúcio)
  • Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia (Shakespeare)
  • A verdadeira sabedoria está em reconhecer a própria ignorância.

Curiosidades

O Marquês de Maricá era conhecido pela sua vida austera e dedicada ao serviço público, tendo as suas máximas sido escritas muitas vezes em pequenos pedaços de papel durante momentos de reflexão solitária. A sua obra, embora pouco estudada fora do Brasil, é considerada um clássico do pensamento luso-brasileiro.

Perguntas Frequentes

O que significa 'ignorância vencível'?
Ignorância vencível refere-se ao desconhecimento que pode ser superado através de estudo, experiência ou esforço intelectual, como aprender um facto histórico ou uma competência prática.
Por que é a ignorância invencível considerada infinita?
Porque representa os limites absolutos do conhecimento humano, questões fundamentais (como a natureza da consciência ou o sentido da existência) que podem estar além da nossa capacidade cognitiva, sendo por definição inesgotáveis.
Como aplicar esta ideia na educação moderna?
Promovendo tanto a busca activa do conhecimento (combatendo a ignorância vencível) como a humildade intelectual, ensinando a aceitar que nem tudo tem resposta, o que fomenta o pensamento crítico e a tolerância.
Qual a importância filosófica desta distinção?
A distinção equilibra a ambição humana pelo saber com o reconhecimento realista dos nossos limites, evitando tanto a arrogância do saber absoluto como a passividade perante a ignorância evitável.

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