Frases de Fernando Pessoa - Hoje defendo uma coisa, amanh�

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Frases de Fernando Pessoa


Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei.

Fernando Pessoa

Esta citação de Fernando Pessoa revela a natureza efémera das convicções humanas, questionando a autenticidade das nossas próprias crenças. Reflete sobre a constante mutação do pensamento e a ausência de fé absoluta nas nossas posições.

Significado e Contexto

Esta citação encapsula a visão de Fernando Pessoa sobre a natureza fluida e inconstante das convicções humanas. O autor sugere que as posições que defendemos são temporárias e que não acreditamos verdadeiramente nelas, nem no presente nem no futuro. Esta ideia reflete um profundo cepticismo em relação à possibilidade de ter crenças firmes e imutáveis, destacando a fragilidade e a mutabilidade do pensamento humano. Num contexto mais amplo, a frase pode ser interpretada como uma crítica à rigidez ideológica e uma defesa da dúvida como elemento fundamental da condição humana. A citação também pode ser lida à luz da teoria dos heterónimos de Pessoa, onde diferentes 'eus' defendem perspectivas contraditórias. Esta multiplicidade de vozes internas ilustra como uma pessoa pode abraçar ideias opostas sem necessariamente acreditar plenamente em nenhuma delas. A frase convida à reflexão sobre a autenticidade das nossas próprias convicções e à aceitação da incerteza como parte integrante da experiência humana.

Origem Histórica

Fernando Pessoa (1888-1935) foi um dos maiores poetas e escritores portugueses, figura central do Modernismo português. Viveu durante um período de grandes transformações sociais, políticas e culturais em Portugal e na Europa, incluindo a implantação da República Portuguesa em 1910 e as convulsões da Primeira Guerra Mundial. O seu trabalho é marcado por uma profunda reflexão filosófica sobre a identidade, a existência e a natureza da realidade, frequentemente expressa através dos seus múltiplos heterónimos (personalidades literárias distintas com estilos próprios).

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância notável no mundo contemporâneo, marcado por polarizações ideológicas e convicções aparentemente inabaláveis. Num contexto de redes sociais e debates públicos acalorados, a reflexão de Pessoa serve como um antídoto contra o dogmatismo, lembrando-nos da importância da dúvida, da humildade intelectual e da abertura a diferentes perspectivas. A ideia de que as nossas convicções podem ser temporárias e não totalmente genuínas é particularmente pertinente numa era de informação rápida e opiniões frequentemente formadas sem reflexão profunda.

Fonte Original: A citação é atribuída a Fernando Pessoa, embora a obra específica não seja universalmente identificada. Aparece frequentemente em antologias e compilações das suas frases mais célebres, possivelmente proveniente dos seus textos em prosa ou correspondência.

Citação Original: Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei.

Exemplos de Uso

  • Num debate político, alguém pode usar esta frase para criticar a inconsistência ideológica dos oponentes.
  • Num contexto de coaching pessoal, pode servir para encorajar a flexibilidade mental e a aceitação da mudança de opinião.
  • Num ensaio filosófico, pode ilustrar conceitos de cepticismo e relativismo moral.

Variações e Sinônimos

  • 'Muda de opinião como de camisa'
  • 'Hoje sim, amanhã não'
  • 'A única constante é a mudança'
  • 'A dúvida é o princípio da sabedoria'

Curiosidades

Fernando Pessoa criou mais de 70 heterónimos ao longo da sua vida, cada um com biografia, estilo literário e visão de mundo próprios, o que exemplifica na prática a sua ideia de múltiplas identidades e convicções.

Perguntas Frequentes

O que significa esta citação de Fernando Pessoa?
Significa que as nossas convicções são temporárias e que não acreditamos verdadeiramente nelas, refletindo a natureza mutável do pensamento humano.
Em que contexto histórico foi escrita esta frase?
Foi escrita durante o Modernismo português, período de grandes transformações sociais e culturais no início do século XX.
Por que é esta frase ainda relevante hoje?
Porque questiona a rigidez ideológica e promove a humildade intelectual, temas cruciais numa era de polarização e informação rápida.
Esta frase está relacionada com os heterónimos de Pessoa?
Sim, reflete a sua teoria dos múltiplos 'eus' que defendem perspectivas diferentes, ilustrando a complexidade da identidade humana.

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