Frases de Terêncio - Somos orgulhosos ou humildes c...

Somos orgulhosos ou humildes consoante a maneira como os negócios nos correm.
Terêncio
Significado e Contexto
A citação de Terêncio explora a relação entre as circunstâncias externas e os estados emocionais internos. O autor sugere que o orgulho e a humildade não são características inatas ou estáveis da personalidade, mas sim reações condicionadas pelo fluxo dos 'negócios' - termo que pode ser interpretado como empreendimentos, projetos ou situações da vida. Quando as coisas correm bem, tendemos a sentir-nos orgulhosos e confiantes; quando correm mal, somos propensos à humildade ou mesmo à autodepreciação. Esta perspetiva revela uma visão pragmática da natureza humana, onde o valor próprio flutua conforme os resultados alcançados. Num contexto educativo, esta reflexão convida a questionar a sustentabilidade de basear a autoestima exclusivamente em fatores externos. Terêncio parece alertar para a fragilidade de um ego dependente das circunstâncias, sugerindo implicitamente a importância de desenvolver uma identidade mais resiliente. A frase também toca em temas de ética e caráter, levantando questões sobre se devemos cultivar virtudes independentemente dos resultados dos nossos empreendimentos.
Origem Histórica
Terêncio (Publius Terentius Afer) foi um dramaturgo romano do século II a.C., nascido em Cartago e levado como escravo para Roma, onde recebeu educação e liberdade. Escreveu seis comédias, influenciadas pela comédia grega nova de Menandro, que retratavam conflitos familiares e sociais com psicológica aguda. A citação provém provavelmente de uma das suas peças, embora a obra específica não seja identificada com certeza. No contexto da Roma republicana, onde o sucesso social e económico era altamente valorizado, as observações de Terêncio sobre a relação entre resultados e estados emocionais ressoavam com a experiência quotidiana dos cidadãos.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância contemporânea porque descreve um fenómeno psicológico universal: a tendência humana para associar o valor próprio aos resultados alcançados. Na era das redes sociais e da cultura do sucesso, onde os triunfos são frequentemente exibidos e os fracassos escondidos, a observação de Terêncio alerta para os perigos de uma autoestima volátil. Empresários, estudantes, profissionais e até figuras públicas podem identificar-se com esta dinâmica. A reflexão é particularmente útil em contextos de coaching, psicologia e educação, onde se promove a resiliência emocional e a desconexão entre resultados e valor pessoal.
Fonte Original: Provavelmente de uma das seis comédias de Terêncio: 'Andria', 'Hecyra', 'Heauton Timorumenos', 'Eunuchus', 'Phormio' ou 'Adelphoe'. A atribuição exata é incerta devido à fragmentação das fontes antigas.
Citação Original: Laetus sum laudari me abs te, pater, a laudato viro. (Exemplo de citação em latim de Terêncio - não a citação solicitada, que já está em português)
Exemplos de Uso
- Um empreendedor que após o sucesso da sua startup se torna arrogante, mas que após uma falência retorna à humildade.
- Um estudante que se sente orgulhoso após uma boa nota, mas humilde após um exame mal sucedido.
- Um atleta que exibe confiança após uma vitória, mas demonstra modéstia após uma derrota importante.
Variações e Sinônimos
- O sucesso sobe à cabeça, o fracasso ao coração.
- Conforme o vento, assim se inclina o junco.
- A maré enche, a maré vaza - e com ela o nosso ânimo.
- Na prosperidade, amigos; na adversidade, sós - e mudos.
Curiosidades
Terêncio era de origem africana (cartaginês) e chegou a Roma como escravo, tendo sido educado pelo senador Terêncio Lucano, que lhe deu não apenas a liberdade mas também o seu nome. A sua obra sobreviveu quase completa, raridade para autores antigos.


