Frases de Fernando Pessoa - No que nasce tanto podemos sen

Frases de Fernando Pessoa - No que nasce tanto podemos sen...


Frases de Fernando Pessoa


No que nasce tanto podemos sentir o que nasce como pensar o que há-de morrer.

Fernando Pessoa

Esta citação de Fernando Pessoa explora a dualidade da existência, sugerindo que no início de qualquer coisa já se pressente o seu fim. É uma reflexão sobre a consciência da transitoriedade que acompanha cada nascimento.

Significado e Contexto

Esta citação, atribuída a Fernando Pessoa, encapsula uma visão profundamente filosófica sobre a natureza cíclica da existência. O poeta sugere que no momento do nascimento – seja de uma vida, uma ideia, um sentimento ou qualquer fenómeno – já está implícita a sua futura morte ou término. Não se trata de pessimismo, mas de uma consciência aguda da transitoriedade inerente a todas as coisas. A frase convida a uma contemplação simultânea do princípio e do fim, propondo que a plena apreciação do que nasce requer o reconhecimento da sua natureza efémera. Num sentido mais amplo, Pessoa explora aqui um tema central no pensamento existencial: a finitude como condição que dá significado à experiência. Ao 'sentir o que nasce', envolvemo-nos na imediatez e na beleza do momento; ao 'pensar o que há-de morrer', exercitamos uma consciência temporal que nos distingue enquanto seres reflexivos. Esta dualidade não anula o valor do nascimento, antes o intensifica, pois saber que algo é transitório pode tornar a sua apreciação mais profunda e autêntica.

Origem Histórica

Fernando Pessoa (1888-1935) é uma das figuras centrais do modernismo português. A citação reflete temas característicos da sua obra, marcada pelo questionamento existencial, a fragmentação do eu e a reflexão sobre a condição humana. Escrita no início do século XX, período de profundas transformações sociais e culturais, a frase ecoa o desencanto e a introspeção típicos da sensibilidade modernista, que questionava certezas absolutas e explorava a subjectividade.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância notável na contemporaneidade, onde a consciência ecológica, a reflexão sobre a sustentabilidade e a gestão de recursos nos obrigam a considerar o fim desde o início. Num mundo marcado pela rapidez e pelo consumo, a ideia de contemplar a transitoriedade aquando do nascimento oferece um antídoto à cultura do descartável. Além disso, em contextos como o empreendedorismo, a inovação ou as relações pessoais, a noção de planear com a finitude em mente pode conduzir a escolhas mais conscientes e significativas.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Fernando Pessoa, embora a sua origem exata dentro da sua vasta obra (que inclui poesia, prosa e textos filosóficos) não seja sempre especificada. Pode ser encontrada em antologias de aforismos ou citações do autor.

Citação Original: No que nasce tanto podemos sentir o que nasce como pensar o que há-de morrer.

Exemplos de Uso

  • Num discurso sobre sustentabilidade: 'Ao lançar este projeto, devemos sentir o entusiasmo do início, mas também pensar no seu ciclo de vida completo, incluindo o fim.'
  • Na psicologia: 'A terapia ajuda a aceitar que, ao celebrar novos começos, podemos também reconhecer medos ligados à perda ou ao término.'
  • Na educação: 'Ensinar crianças sobre a natureza envolve mostrar como cada nascimento na floresta está ligado a um ciclo que inclui a morte.'

Variações e Sinônimos

  • "Do berço ao túmulo" (expressão popular)
  • "Tudo o que tem um início tem um fim" (princípio filosófico)
  • "A vida é uma sucessão de mortes e renascimentos" (conceito presente em várias tradições)
  • "Carpe diem, recordando a fugacidade" (fusão de ideias clássicas)

Curiosidades

Fernando Pessoa criou mais de 70 heterónimos – personalidades literárias distintas com biografias e estilos próprios –, sendo um caso único na literatura mundial. Esta citação, embora atribuída a 'Pessoa ele-mesmo', reflete a multiplicidade de perspetivas que caracterizou a sua escrita.

Perguntas Frequentes

O que significa exatamente 'pensar o que há-de morrer'?
Significa exercitar a consciência de que tudo o que começa está destinado a terminar, o que pode enriquecer a apreciação do momento presente.
Esta citação é pessimista?
Não necessariamente. Mais do que pessimismo, expressa uma visão realista e reflexiva sobre a transitoriedade, que pode levar a uma vivência mais profunda e autêntica.
Em que contexto histórico foi escrita?
No início do século XX, período de modernismo e de questionamento existencial, refletindo a sensibilidade introspetiva e filosófica de Pessoa.
Como aplicar esta ideia no dia a dia?
Ao iniciar projetos, relações ou fases de vida, equilibrando o entusiasmo do novo com a consciência da sua eventual transformação ou fim, o que pode orientar escolhas mais conscientes.

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