Frases de Marco Aurélio - O cavalo que faz a corrida, a

Frases de Marco Aurélio - O cavalo que faz a corrida, a ...


Frases de Marco Aurélio


O cavalo que faz a corrida, a abelha que faz o mel e o homem que faz o bem, não fazem alarde disto, mas passam a fazer outras acções do mesmo género.

Marco Aurélio

Esta citação revela a essência da virtude silenciosa, onde o valor das ações reside na sua prática constante e não na sua ostentação. Inspira-nos a agir com humildade e propósito, seguindo o exemplo da natureza.

Significado e Contexto

Esta citação, atribuída a Marco Aurélio, ilustra o princípio estóico de que as ações virtuosas devem ser praticadas por si mesmas, sem necessidade de reconhecimento externo. Através de analogias com o cavalo que corre e a abelha que produz mel, o autor enfatiza que os seres que cumprem a sua função natural não se vangloriam, mas simplesmente continuam a agir de acordo com a sua natureza. Aplicado ao ser humano, isto significa que fazer o bem deve ser um hábito contínuo e intrínseco, não um ato ocasional motivado por elogios ou recompensas. A frase convida à autorreflexão sobre as nossas motivações e à prática da virtude como um fim em si mesmo, alinhando-se com a ideia estóica de viver em harmonia com a razão e a natureza.

Origem Histórica

Marco Aurélio (121-180 d.C.) foi imperador romano e um dos mais proeminentes filósofos estóicos. A citação é frequentemente associada à sua obra 'Meditações', um conjunto de reflexões pessoais escritas em grego durante as suas campanhas militares. O estóicismo, escola filosófica que influenciou o autor, defendia o autocontrolo, a virtude como bem supremo e a aceitação do destino, princípios que ecoam nesta frase. O contexto do Império Romano, marcado por guerras e crises, tornava estas reflexões sobre ética e resiliência particularmente relevantes.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância hoje como um antídoto para a cultura da ostentação e do reconhecimento superficial nas redes sociais. Num mundo onde as ações são muitas vezes performativas, ela recorda-nos o valor da integridade e da consistência silenciosa. Aplica-se a áreas como liderança ética, voluntariado discreto ou simples gestos de bondade no dia a dia, incentivando uma abordagem mais autêntica e menos egocêntrica às nossas ações.

Fonte Original: Atribuída a 'Meditações' de Marco Aurélio, embora a localização exata na obra possa variar entre traduções. A obra é também conhecida como 'Para Si Mesmo' (em grego: Τὰ εἰς ἑαυτόν).

Citação Original: Não se encontra na língua original (grego antigo) de forma universalmente atestada, mas a ideia é consistente com os temas de 'Meditações'. Em português, a citação é como fornecida.

Exemplos de Uso

  • Um professor que ajuda alunos fora do horário sem buscar reconhecimento público.
  • Um vizinho que recolhe lixo da rua regularmente, sem falar sobre isso.
  • Um líder empresarial que promove a sustentabilidade por convicção, não por marketing.

Variações e Sinônimos

  • 'A virtude é a sua própria recompensa.' (provérbio romano)
  • 'Quem faz o bem, não olha a quem.' (ditado popular)
  • 'As ações falam mais alto que as palavras.' (expressão comum)
  • 'A verdadeira bondade não precisa de testemunhas.' (reflexão filosófica)

Curiosidades

Marco Aurélio escreveu 'Meditações' em grego, não em latim, língua oficial de Roma, o que reflete a influência cultural helenística na elite romana. A obra só foi publicada séculos após a sua morte, destinando-se originalmente ao seu uso pessoal.

Perguntas Frequentes

O que significa 'não fazer alarde' nesta citação?
Significa agir com humildade, sem buscar atenção ou elogios pelas boas ações, focando-se no ato em si.
Como aplicar esta filosofia no dia a dia?
Praticando pequenos gestos de bondade de forma consistente, sem esperar reconhecimento, como ajudar alguém discretamente.
Por que Marco Aurélio usa exemplos da natureza?
Para ilustrar que a virtude humana deve ser tão natural e espontânea como as funções dos animais, alinhando-se com a filosofia estóica de viver em harmonia com a natureza.
Esta citação promove a passividade?
Não, pelo contrário: incentiva a ação constante e proativa ('passam a fazer outras ações'), mas com motivações puras e sem ostentação.

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