Frases de Fernando Pessoa - O governo assenta em duas cois

Frases de Fernando Pessoa - O governo assenta em duas cois...


Frases de Fernando Pessoa


O governo assenta em duas coisas: refrear e enganar.

Fernando Pessoa

Esta citação de Fernando Pessoa revela uma visão cínica sobre a natureza do poder político, sugerindo que os governos mantêm o controlo através da combinação de força e manipulação. Reflete uma perspetiva desiludida sobre as estruturas de autoridade.

Significado e Contexto

Esta citação de Fernando Pessoa apresenta uma visão dualista do exercício do poder governamental. Por um lado, 'refrear' refere-se ao uso da força, leis e mecanismos de controlo para limitar as ações dos cidadãos, mantendo a ordem social. Por outro lado, 'enganar' alude à manipulação ideológica, propaganda e discursos que distorcem a realidade para legitimar o poder e manter a população em conformidade. Juntas, estas duas dimensões formam um sistema de dominação que opera tanto através da coerção como da persuasão dissimulada.

Origem Histórica

Fernando Pessoa (1888-1935) viveu durante um período turbulento da história portuguesa, incluindo a Primeira República, instabilidade política e o início do Estado Novo de Salazar. Embora não seja possível identificar uma obra específica onde esta citação apareça (Pessoa deixou milhares de textos fragmentados), ela reflete o seu pensamento crítico sobre política e sociedade, desenvolvido através dos seus heterónimos como Álvaro de Campos e Bernardo Soares, que frequentemente questionavam as estruturas de poder.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea ao expor mecanismos universais de governação que transcendem épocas e regimes. Na era das redes sociais e da desinformação, o 'enganar' manifesta-se através de fake news e manipulação mediática, enquanto o 'refrear' aparece em formas de vigilância digital e controlo legislativo. A citação convida a uma reflexão crítica sobre o equilíbrio entre segurança e liberdade nas democracias modernas.

Fonte Original: Não identificada com precisão - provavelmente de textos fragmentários ou aforismos de Fernando Pessoa

Citação Original: O governo assenta em duas coisas: refrear e enganar.

Exemplos de Uso

  • Na análise política moderna, podemos observar como certos governos combinam medidas de segurança ('refrear') com narrativas manipuladoras ('enganar') para manter o controlo.
  • Esta citação aplica-se à crítica de campanhas eleitorais que prometem mudanças radicais mas depois implementam políticas convencionais.
  • Em discussões sobre liberdade de expressão, a frase ilustra a tensão entre regulamentação necessária e manipulação indevida da informação.

Variações e Sinônimos

  • O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente
  • A política é a arte do possível
  • Quem tem o ouro dita as regras
  • Divide et impera (Divide e governarás)

Curiosidades

Fernando Pessoa criou mais de 70 heterónimos (personalidades literárias completas com biografias próprias), e alguns especialistas sugerem que esta citação poderia ser atribuída a um desses alter-egos, refletindo a multiplicidade de perspetivas que caracterizava o seu pensamento.

Perguntas Frequentes

Fernando Pessoa era anarquista ou crítico do governo?
Pessoa não se identificava com nenhuma ideologia política específica, mas através dos seus heterónimos expressava diversas críticas às estruturas de poder, mostrando uma visão predominantemente cética sobre a política institucional.
Esta citação aplica-se apenas a governos autoritários?
Não necessariamente. A análise sugere que mesmo governos democráticos utilizam, em diferentes graus, mecanismos de controlo ('refrear') e persuasão ('enganar'), embora com limites constitucionais e maior transparência.
Onde posso encontrar mais citações políticas de Fernando Pessoa?
Recomenda-se a consulta de obras como 'Livro do Desassossego' (Bernardo Soares) e poemas de Álvaro de Campos, além de coletâneas de aforismos e textos dispersos publicados postumamente.
Como esta visão se relaciona com outros pensadores políticos?
Ecoa ideias de Maquiavel ('O Príncipe') sobre a necessidade de o governante combinar força e astúcia, e aproxima-se de críticos modernos da ideologia como Marx e Foucault, embora com a singularidade poética de Pessoa.

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