Frases de Marquês de Maricá - Ordinariamente nos fingimos di

Frases de Marquês de Maricá - Ordinariamente nos fingimos di...


Frases de Marquês de Maricá


Ordinariamente nos fingimos distraídos quando não nos convém parecer atentos.

Marquês de Maricá

Esta citação revela uma profunda observação sobre a natureza humana, expondo como a distração pode ser uma máscara social estrategicamente usada para evitar compromissos indesejados. Reflete a complexidade das interações humanas, onde a aparência de desatenção serve como mecanismo de defesa ou conveniência.

Significado e Contexto

Esta citação do Marquês de Maricá explora a dinâmica psicológica por trás das interações sociais, sugerindo que as pessoas frequentemente adotam a aparência de distração como ferramenta estratégica. Quando uma situação não é conveniente ou desejável, fingir desatenção permite evitar envolvimentos indesejados sem confronto direto, revelando como o comportamento humano é frequentemente calculado e não espontâneo. A frase destaca a dualidade entre aparência e intenção, mostrando como os indivíduos manipulam a percepção que os outros têm deles. Esta observação antecipa conceitos modernos da psicologia social sobre gestão de impressões e comportamento não-verbal, demonstrando como mecanismos de defesa social são empregues para navegar situações delicadas ou comprometedoras.

Origem Histórica

Mariano José Pereira da Fonseca, conhecido como Marquês de Maricá (1773-1848), foi um político, filósofo e escritor brasileiro do período imperial. Viveu durante a transição do Brasil Colónia para o Império, um período de intensas transformações sociais e políticas. Suas 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' foram publicadas postumamente e refletem observações agudas sobre a sociedade brasileira do século XIX, combinando influências do Iluminismo europeu com a realidade social brasileira.

Relevância Atual

Esta frase mantém extrema relevância na sociedade contemporânea, onde a comunicação não-verbal e a gestão de imagem são cruciais tanto nas relações pessoais como profissionais. Nas redes sociais, reuniões de trabalho e interações diárias, as pessoas continuam a usar estratégias similares para evitar compromissos indesejados. A observação do Marquês de Maricá ajuda a compreender fenómenos modernos como o 'ghosting' digital, a atenção seletiva em contextos sociais e as dinâmicas de poder nas interações humanas.

Fonte Original: Obra 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' do Marquês de Maricá, publicada postumamente a partir dos seus escritos pessoais.

Citação Original: Ordinariamente nos fingimos distraídos quando não nos convém parecer atentos.

Exemplos de Uso

  • Num ambiente de trabalho, um colega pode fingir estar concentrado no computador para evitar ser envolvido numa discussão desnecessária.
  • Nas redes sociais, as pessoas frequentemente ignoram mensagens inconvenientes fingindo não as ter visto, usando a 'distração' como desculpa socialmente aceitável.
  • Em reuniões familiares, alguém pode aparentar estar absorto no telemóvel para evitar conversas delicadas ou compromissos indesejados.

Variações e Sinônimos

  • Fazer-se de desentendido
  • Virar a cara para o lado
  • Fingir que não ouviu
  • Fazer ouvidos de mercador
  • Olhar para o lado
  • A distração como escudo social

Curiosidades

O Marquês de Maricá era conhecido por sua vida discreta e reservada, contrastando com sua aguda observação do comportamento social. Apesar de ter ocupado importantes cargos políticos, incluindo ministro do Império, preferia a reflexão filosófica à vida pública ostensiva.

Perguntas Frequentes

Quem foi o Marquês de Maricá?
Mariano José Pereira da Fonseca, Marquês de Maricá (1773-1848), foi um político, filósofo e escritor brasileiro do período imperial, conhecido por suas agudas observações sobre a sociedade e comportamento humano.
Qual é o significado principal desta citação?
A citação revela como as pessoas usam a aparência de distração como estratégia social para evitar situações inconvenientes ou compromissos indesejados, mostrando a natureza calculada de muitas interações humanas.
Por que esta frase continua relevante hoje?
Porque descreve comportamentos sociais universais que persistem na era digital, como ignorar mensagens inconvenientes ou usar dispositivos para evitar interações, demonstrando a continuidade das dinâmicas psicológicas humanas.
Em que contexto histórico foi escrita esta reflexão?
Foi escrita no Brasil do século XIX, durante o período imperial, refletindo observações sobre a sociedade brasileira em transformação, influenciada pelo Iluminismo europeu e pelas complexidades sociais da época.

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