Frases de Michel de Montaigne - Saber de cor não é saber: é

Frases de Michel de Montaigne - Saber de cor não é saber: é...


Frases de Michel de Montaigne


Saber de cor não é saber: é conservar aquilo que se deu a guardar à memória.

Michel de Montaigne

Montaigne desafia-nos a distinguir entre a mera repetição de informação e a verdadeira compreensão. A memória torna-se um arquivo vazio se não for acompanhada pelo entendimento profundo.

Significado e Contexto

Esta citação de Michel de Montaigne critica a educação baseada na memorização mecânica, argumentando que reter informação na memória não equivale a verdadeiro conhecimento. Para Montaigne, o saber autêntico surge da capacidade de refletir, questionar e aplicar o que se aprende, transformando dados brutos em compreensão pessoal e útil. A frase alerta contra a ilusão de que acumular factos é suficiente, defendendo que a educação deve promover o pensamento crítico e a assimilação profunda dos conteúdos.

Origem Histórica

Michel de Montaigne (1533-1592) foi um filósofo e escritor francês do Renascimento, conhecido pelos seus 'Ensaios', obras pioneiras que exploram a natureza humana e a dúvida. No contexto do século XVI, a educação europeia valorizava fortemente a memorização de textos clássicos e religiosos. Montaigne, influenciado pelo ceticismo e humanismo, opôs-se a esta abordagem, defendendo uma aprendizagem mais prática e reflexiva, adaptada à vida real.

Relevância Atual

Esta frase mantém-se relevante hoje, especialmente em debates educacionais sobre métodos de ensino. Num mundo inundado de informação digital, a capacidade de processar e compreender dados é mais crucial do que nunca. Critica sistemas educativos que priorizam testes padronizados baseados em memorização, incentivando em vez disso o desenvolvimento de competências como o pensamento crítico, a criatividade e a resolução de problemas.

Fonte Original: A citação é retirada dos 'Ensaios' de Michel de Montaigne, especificamente do Livro I, capítulo 25, intitulado 'Da Educação das Crianças'.

Citação Original: Savoir par cœur n'est pas savoir: c'est tenir ce qu'on a donné en garde à sa mémoire.

Exemplos de Uso

  • Na educação moderna, projetos que exigem análise crítica são preferidos a testes de memorização, refletindo a ideia de Montaigne.
  • Em formações profissionais, simulações práticas substituem a mera leitura de manuais, aplicando o conceito de 'saber' versus 'conservar'.
  • Debates sobre inteligência artificial questionam se máquinas que armazenam dados realmente 'compreendem', ecoando a distinção de Montaigne.

Variações e Sinônimos

  • A memória é o tesouro da mente, mas a compreensão é a sua chave.
  • Repetir não é aprender.
  • Conhecimento não é acumulação, mas assimilação.
  • Saber de ouvido não é saber de coração.

Curiosidades

Montaigne escreveu os 'Ensaios' no seu castelo na França, retirando-se da vida pública para refletir sobre a condição humana, criando um género literário novo que influenciou pensadores como Shakespeare e Descartes.

Perguntas Frequentes

O que Montaigne quer dizer com 'saber de cor não é saber'?
Montaigne argumenta que memorizar informação não significa compreendê-la verdadeiramente; o saber exige reflexão e aplicação prática.
Como aplicar esta ideia na educação atual?
Priorizando métodos que desenvolvam pensamento crítico, como discussões e projetos, em vez de focar apenas na memorização para exames.
Esta citação critica a memória?
Não critica a memória em si, mas alerta que usá-la como fim, sem compreensão, leva a um conhecimento superficial.
Qual a obra original desta citação?
Provém dos 'Ensaios' de Montaigne, no capítulo sobre a educação das crianças, escrito no século XVI.

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