Frases de Manoel de Oliveira - As telenovelas são muito rica

Frases de Manoel de Oliveira - As telenovelas são muito rica...


Frases de Manoel de Oliveira


As telenovelas são muito ricas, muito bonitas, e eu gosto da diversidade. Não sou nada contra o filme comercial. A gente dos filmes comerciais é que é sempre contra o cinema como arte. Mas eu não. Sou apologista da variedade, mesmo no cinema artístico. Penso que a personalidade do realizador é que é a marca da originalidade. Não há outra.

Manoel de Oliveira

Manoel de Oliveira celebra a diversidade criativa, defendendo que a autenticidade artística reside na personalidade do criador, não nos géneros ou formatos. Esta visão convida-nos a transcender dicotomias simplistas entre arte e entretenimento.

Significado e Contexto

Nesta citação, Manoel de Oliveira expressa uma visão inclusiva e não hierárquica da criação artística. Ele valoriza tanto as telenovelas como o cinema comercial, rejeitando o preconceito que frequentemente marginaliza estas formas de expressão. Oliveira argumenta que a verdadeira originalidade não reside no género ou no formato, mas sim na personalidade única do realizador, que imprime a sua marca autoral em qualquer projeto, independentemente da sua natureza mais popular ou mais experimental. Esta posição desafia a tradicional divisão entre 'arte elevada' e 'entretenimento massivo', propondo uma abordagem mais pluralista e focada na autenticidade do criador.

Origem Histórica

Manoel de Oliveira (1908-2015) foi um cineasta português de carreira excecionalmente longa, ativo desde a era do cinema mudo até ao século XXI. A sua obra, muitas vezes contemplativa e filosófica, é considerada um pilar do cinema de autor europeu. Esta citação reflete a sua postura aberta e anti-dogmática, desenvolvida ao longo de décadas de prática artística num contexto (o português) por vezes marcado por debates sobre a identidade cultural e o valor do cinema popular versus o cinema de autor.

Relevância Atual

A afirmação mantém uma relevância pungente no atual panorama mediático, dominado por debates sobre streaming, conteúdo de nicho versus massivo, e a suposta 'morte do autor'. A defesa da diversidade e a ênfase na personalidade do criador como fonte de originalidade são antídotos contra a padronização cultural e a crítica elitista. Num mundo de algoritmos e franquias, a ideia de que a autenticidade do realizador é a 'única' marca de originalidade é um poderoso lembrete do valor humano na criação.

Fonte Original: Provavelmente de uma entrevista ou declaração pública. Manoel de Oliveira era conhecido por dar entrevistas prolíficas e reflexivas sobre a sua arte e o cinema em geral.

Citação Original: As telenovelas são muito ricas, muito bonitas, e eu gosto da diversidade. Não sou nada contra o filme comercial. A gente dos filmes comerciais é que é sempre contra o cinema como arte. Mas eu não. Sou apologista da variedade, mesmo no cinema artístico. Penso que a personalidade do realizador é que é a marca da originalidade. Não há outra.

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre cinema contemporâneo, pode citar-se Oliveira para defender que um realizador com visão forte pode criar obras marcantes tanto num blockbuster como num filme independente.
  • Ao analisar a evolução das séries de televisão, a citação serve para argumentar que estas podem atingir patamares artísticos elevados, desde que guiadas por uma personalidade criativa distintiva.
  • Num contexto educativo, usa-se para ensinar que a crítica de arte deve avaliar a autenticidade e coerência da visão do autor, e não apenas o género ou o orçamento da obra.

Variações e Sinônimos

  • A arte está no olhar de quem cria, não no suporte.
  • O valor de uma obra reside na assinatura do seu criador.
  • Contra a ditadura dos géneros, a liberdade do autor.
  • Do popular ao erudito, tudo é matéria para a expressão pessoal.

Curiosidades

Manoel de Oliveira realizou o seu último filme, 'O Velho do Restelo', com 105 anos de idade, sendo um dos cineatas mais longevos e produtivos da história do cinema, o que testemunha a sua paixão duradoura e personalidade artística única.

Perguntas Frequentes

Manoel de Oliveira era contra o cinema de autor?
Absolutamente não. Ele próprio era um paradigma do cinema de autor. A sua citação defende que a autoria e a personalidade do realizador são centrais, mas que isso é compatível com trabalhar em diversos formatos, incluindo os mais comerciais.
O que ele quis dizer com 'a gente dos filmes comerciais é que é sempre contra o cinema como arte'?
Oliveira critica uma atitude defensiva ou de superioridade que por vezes existe no meio do cinema comercial, que pode menosprezar o cinema mais experimental ou contemplativo. Ele posiciona-se contra este sectarismo.
Esta visão é aplicável a outras artes além do cinema?
Sim, perfeitamente. O princípio de que a originalidade emana da personalidade do criador, e não de hierarquias de género ou meio, é transponível para a literatura, música, pintura ou qualquer outra forma de expressão artística.
Por que é importante a defesa da variedade que Oliveira faz?
Porque promove um ecossistema cultural mais saudável e menos dogmático, onde diferentes formas de expressão podem coexistir e enriquecer-se mutuamente, beneficiando tanto os criadores como o público.

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