Frases de João 16:22 - Assim também vós agora, na v

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Frases de João 16:22


Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.

João 16:22

Uma promessa que transforma a dor presente numa esperança segura; a tristeza é reconhecida, mas anunciada como temporária perante uma alegria irrevogável. A frase funda-se na confiança numa presença futura que confere consolo profundo.

Significado e Contexto

No seu sentido imediato, a passagem articula uma consolação: Jesus reconhece a tristeza presente dos discípulos e promete uma visão futura que tornará os seus corações alegres. A expressão "outra vez vos verei" é tratada na tradição como referência à ressurreição e à continuação da comunhão entre Cristo e os seus seguidores, enquanto a fórmula "a vossa alegria ninguém vo-la tirará" sublinha a permanência e a segurança dessa alegria prometida. Linguisticamente e teologicamente, o versículo associa experiência humana (luto, desalento) com uma esperança escatológica e relacional. No Evangelho de João, a alegria (grego: χαρά) aparece como fruto da presença e do conhecimento de Cristo; aqui implica não apenas emoção passageira, mas uma condição enraizada na realidade da promessa divina e na reconciliação que ela traz.

Origem Histórica

Este versículo faz parte do "Discurso de Despedida" (João 14–17), proferido por Jesus durante a Última Ceia, pouco antes da sua paixão. O Evangelho segundo João foi escrito, segundo a tradição, pelo apóstolo João ou pela sua escola, provavelmente entre o final do século I e o início do século II d.C., dirigido a comunidades cristãs helénicas e judaico-cristãs que refletiam sobre a identidade de Jesus e o significado da sua obra.

Relevância Atual

A frase permanece relevante como recurso para pastoral, aconselhamento e educação religiosa: oferece um quadro para compreender o luto, a transitoriedade do sofrimento e a construção de resiliência. Fora do contexto estritamente cristão, a ideia de que a tristeza pode ser transformada em uma alegria duradoura é útil em discursos sobre saúde mental, ritual de passagem e literacia emocional.

Fonte Original: Evangelho segundo João, Novo Testamento — João 16:22

Citação Original: Ἐκεῖνο δὲ ὑμεῖς νῦν λυπεῖσθε· ἀλλὰ πάλιν ἐὰν ὑπάρξω, ὄψομαι ὑμᾶς, καὶ χαρήσεται ἡ καρδία ὑμῶν, καὶ ἡ χαρὰ ὑμῶν οὐδεὶς αἴρει ἀφ' ὑμῶν.

Exemplos de Uso

  • Num sermão de Páscoa para explicar a relação entre sofrimento presente e esperança da ressurreição.
  • Em acompanhamento pastoral e terapêutico para consolar alguém que atravessa luto ou perda.
  • Numa escola religiosa ou disciplina de ética para discutir como a esperança molda atitudes sociais e pessoais.

Variações e Sinônimos

  • Depois da tempestade vem a bonança.
  • Tristeza agora, alegria depois.
  • A esperança transforma a dor em alegria duradoura.
  • Ninguém pode arrancar a alegria que nasce da fé (paráfrase)

Curiosidades

O versículo integra o conjunto conhecido como "Discurso de Despedida", uma das passagens mais teologicamente densas do Evangelho de João; temas como amor, presença e alegria são repetidos e desenvolvidos neste bloco literário, o que ajuda a explicar a frequência do motivo da "alegria" na tradição joanina.

Perguntas Frequentes

O que significa "outra vez vos verei"?
Historicamente, costuma entender‑se como referência à ressurreição de Jesus e à continuidade da sua presença na comunidade através da promessa do Espírito e da futura comunhão.
João 16:22 fala apenas de consolo espiritual?
Não exclusivamente: embora tenha forte leitura teológica, também funciona como mensagem prática de consolo e esperança aplicável a situações de perda e sofrimento humano.
Como aplicar esta passagem em contexto educativo?
Utilize‑a para discutir emoções, resiliência e memória: explicitar tristeza, ensinar sobre esperança responsável e promover espaços de diálogo e acolhimento.
Pode a frase ser usada por pessoas de outras tradições?
Sim; a ideia central — transformar tristeza pela promessa de um bem futuro — é universal e pode servir como metáfora em contextos seculares de apoio e recuperação.

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