Muita marra para pouca disposição. Que

Muita marra para pouca disposição. Que...


Frases de Deboche


Muita marra para pouca disposição. Quem muito fala, pouco faz.


Esta citação expõe a contradição entre a arrogância das palavras e a falta de ação, convidando à reflexão sobre a autenticidade humana. Revela como a verdadeira disposição se mede pelos atos, não pelas promessas.

Significado e Contexto

Esta expressão popular critica aqueles que demonstram excessiva confiança ou arrogância ('marra') mas que, na realidade, possuem pouca vontade ou capacidade para concretizar o que afirmam. O primeiro segmento - 'Muita marra para pouca disposição' - estabelece um contraste direto entre a aparência de determinação e a escassez real de empenho. O complemento - 'Quem muito fala, pouco faz' - generaliza este princípio, sugerindo que a verbosidade é frequentemente inversamente proporcional à produtividade. No seu conjunto, a frase serve como um alerta contra a vaidade e a autoilusão, promovendo valores como a humildade, a coerência e o primado das ações sobre as meras intenções declaradas.

Origem Histórica

Trata-se de um ditado ou provérbio popular de origem portuguesa, inserido na vasta tradição oral da sabedoria popular lusófona. Não está atribuído a um autor específico, tendo surgido e sido transmitido ao longo de gerações como parte do património cultural imaterial. Enquadra-se no género dos adágios que visam transmitir lições de vida práticas e observações sobre o comportamento humano, comuns nas culturas tradicionais.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância acentuada na sociedade contemporânea, marcada pela comunicação digital e pela cultura da imagem. Num contexto onde as redes sociais muitas vezes premiem a projeção de uma vida perfeita ou de opiniões assertivas, este provérbio lembra-nos da importância de avaliar as pessoas e as instituições pelos seus feitos concretos e não apenas pela sua retórica ou presença online. É um antídoto cultural contra o 'blá-blá-blá' vazio, aplicável à política, às relações pessoais e ao mundo empresarial.

Fonte Original: Provérbio popular português, de transmissão oral tradicional. Não possui uma fonte literária ou obra específica identificada.

Citação Original: Muita marra para pouca disposição. Quem muito fala, pouco faz.

Exemplos de Uso

  • Um colega de trabalho que promete constantemente melhorar os seus resultados, mas nunca entrega as tarefas a tempo, é um caso clássico de 'muita marra para pouca disposição'.
  • Na política, um candidato que faz campanha com discursos inflamados sobre grandes mudanças, mas que depois não apresenta projetos concretos, ilustra bem o princípio de 'quem muito fala, pouco faz'.
  • Nas redes sociais, é comum encontrar perfis que projetam uma vida de sucesso e determinação, mas cujas ações reais não correspondem a essa imagem, exemplificando a crítica do provérbio.

Variações e Sinônimos

  • Cão que ladra não morde.
  • Muito fumo e pouco lume.
  • Quem promete montes e vales, pouco ou nada vale.
  • Palavras sem ações são navios sem velas.
  • Ações falam mais alto que palavras.

Curiosidades

A palavra 'marra', no contexto deste provérbio, é um termo coloquial português que significa arrogância, presunção ou atitude de superioridade. A sua origem é incerta, mas está profundamente enraizada na língua falada em Portugal.

Perguntas Frequentes

O que significa exatamente 'marra' nesta expressão?
'Marra' é um termo coloquial português que significa arrogância, presunção ou uma atitude de superioridade exagerada e muitas vezes infundada.
Este provérbio aplica-se apenas a indivíduos?
Não. O princípio pode aplicar-se a indivíduos, grupos, organizações ou mesmo campanhas públicas que prometem muito mas cujas ações não correspondem ao discurso.
Qual é a principal lição deste ditado popular?
A principal lição é a importância de valorizar as ações concretas em detrimento das meras palavras ou das aparências de confiança, promovendo a autenticidade e a coerência.
Existe um provérbio equivalente noutras línguas?
Sim. Em inglês, expressões como 'Barking dogs seldom bite' ou 'All talk and no action' transmitem ideias semelhantes sobre a desconexão entre a fala e a ação.

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