Frases de Fernando Pessoa - Breve o dia, breve o ano, brev...

Breve o dia, breve o ano, breve tudo. Não tarda nada sermos.
Fernando Pessoa
Significado e Contexto
Esta citação, atribuída a Fernando Pessoa, explora o tema da transitoriedade e da efemeridade de todas as experiências humanas. Através da repetição da palavra 'breve', o autor enfatiza como não apenas os dias e anos são curtos, mas toda a existência humana é passageira. A frase final 'Não tarda nada sermos' sugere que a não-existência (a morte) é inevitável e iminente, criando uma sensação de urgência e contemplação sobre o significado da vida. Num contexto educativo, esta reflexão pode ser entendida como um convite à valorização do momento presente e à consciência da finitude humana. Embora possa parecer pessimista, também pode ser interpretada como um estímulo para viver com mais intensidade e propósito, reconhecendo que o tempo é limitado. A obra de Pessoa frequentemente explora estes temas existenciais, característicos do modernismo português.
Origem Histórica
Fernando Pessoa (1888-1935) foi um dos maiores poetas e escritores portugueses do século XX, figura central do modernismo em Portugal. Viveu durante um período de grandes transformações sociais e políticas, incluindo a implantação da República Portuguesa e os anos turbulentos que a antecederam. A sua obra reflete frequentemente temas de desilusão, fragmentação identitária e reflexão existencial, características do contexto histórico de incerteza e mudança em que viveu.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância contemporânea porque aborda questões universais e atemporais sobre a condição humana. Numa era de ritmo acelerado, consumismo e distrações digitais, a reflexão sobre a brevidade da vida convida a uma pausa contemplativa. A mensagem ressoa com movimentos modernos como o mindfulness e a procura por significado existencial, oferecendo uma perspetiva filosófica sobre a gestão do tempo e prioridades de vida.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Fernando Pessoa, embora a origem exata dentro da sua vasta obra (incluindo os heterónimos) possa ser difícil de precisar. Aparece em várias antologias e coletâneas do autor.
Citação Original: Breve o dia, breve o ano, breve tudo. Não tarda nada sermos.
Exemplos de Uso
- Num discurso sobre sustentabilidade: 'Devemos agir agora, pois breve tudo - incluindo os recursos do nosso planeta.'
- Num contexto de coaching pessoal: 'Reconhecer que breve tudo pode motivar-nos a viver com mais autenticidade.'
- Num artigo sobre saúde mental: 'A aceitação de que breve tudo pode libertar-nos da ansiedade do futuro.'
Variações e Sinônimos
- Tudo passa
- A vida é curta
- Carpe diem (aproveita o dia)
- Tempus fugit (o tempo foge)
- Nada é eterno
- A efemeridade das coisas
Curiosidades
Fernando Pessoa criou mais de 70 heterónimos (personalidades literárias distintas com biografias e estilos próprios), sendo Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis os mais conhecidos. Cada heterónimo expressava diferentes facetas da sua complexa visão do mundo.


