Frases de Fernando Pessoa - Contentar-se com o que lhe dã

Frases de Fernando Pessoa - Contentar-se com o que lhe dã...


Frases de Fernando Pessoa


Contentar-se com o que lhe dão é próprio dos escravos. Pedir mas é próprio das crianças. Conquistar mais é próprio dos loucos porque toda a conquista é (...)

Fernando Pessoa

Esta citação de Fernando Pessoa explora três posturas humanas perante a vida: a resignação servil, a petição infantil e a conquista insensata. Revela uma visão crítica sobre as motivações que nos movem, questionando o valor da ambição desmedida.

Significado e Contexto

A citação estrutura três atitudes humanas hierarquicamente. 'Contentar-se com o que lhe dão' representa a passividade do escravo, que aceita sem questionar, simbolizando a falta de autonomia e liberdade. 'Pedir mas é próprio das crianças' alude a uma dependência infantil, onde se espera que outros satisfaçam necessidades, mostrando imaturidade. 'Conquistar mais é próprio dos loucos porque toda a conquista é (...)' critica a ambição desenfreada, sugerindo que a busca incessante por mais é irracional e vazia, possivelmente incompleta na citação para enfatizar a futilidade. Pessoa parece advogar por um equilíbrio entre estas posturas, questionando os extremos da submissão, dependência e ganância.

Origem Histórica

Fernando Pessoa (1888-1935) escreveu durante um período de transformação em Portugal, marcado pela instabilidade política pós-monarquia e pela Primeira República. Sua obra reflete o modernismo e o desencanto com valores tradicionais, explorando temas como identidade, alienação e a condição humana. Esta citação pode estar relacionada com sua crítica à sociedade burguesa e à busca materialista, comum em seus textos filosóficos e poéticos.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância hoje ao questionar comportamentos na era do consumismo e das redes sociais, onde muitos se contentam com migalhas de atenção ('escravos'), pedem validação constante ('crianças') ou buscam sucesso a qualquer custo ('loucos'). Incentiva a reflexão sobre autenticidade, satisfação e os limites saudáveis da ambição em contextos pessoais e profissionais.

Fonte Original: A citação é atribuída a Fernando Pessoa, mas a origem exata não é especificada em obras canónicas. Pode derivar de seus escritos filosóficos, aforismos ou textos dispersos, comum na sua vasta produção literária e fragmentária.

Citação Original: Contentar-se com o que lhe dão é próprio dos escravos. Pedir mas é próprio das crianças. Conquistar mais é próprio dos loucos porque toda a conquista é (...)

Exemplos de Uso

  • Na psicologia, esta citação ilustra a diferença entre resignação, dependência e ambição patológica.
  • Em coaching de carreira, serve para discutir quando buscar promoções (conquistar) versus aceitar condições injustas (contentar-se).
  • Nas redes sociais, critica quem se contenta com likes (escravos) ou pede atenção excessiva (crianças).

Variações e Sinônimos

  • "Quem não se contenta com pouco, nada tem." (provérbio popular)
  • "A ambição é o último refúgio do fracasso." (Oscar Wilde)
  • "Melhor é contentar-se com o que se tem do que ambicionar o que não se pode alcançar." (adaptação filosófica)

Curiosidades

Fernando Pessoa criou múltiplos heterónimos (como Álvaro de Campos e Ricardo Reis), cada um com visões distintas sobre a vida, o que pode relacionar-se com os diferentes estágios desta citação, refletindo sua complexidade psicológica.

Perguntas Frequentes

O que significa 'conquistar mais é próprio dos loucos' na citação?
Sugere que a busca incessante por conquistas materiais ou sociais é irracional e vazia, levando à insatisfação, numa crítica à ambição desmedida.
Como esta citação se relaciona com a obra de Fernando Pessoa?
Reflete temas comuns na sua obra, como a desilusão com a sociedade, a exploração da identidade e a crítica aos valores humanos, alinhando-se com seu estilo filosófico e introspectivo.
Por que a citação é relevante na educação?
Promove o pensamento crítico sobre motivações humanas, útil em disciplinas como filosofia, psicologia e literatura, para discutir ética e comportamento social.
A citação está completa ou é um fragmento?
Parece um fragmento, comum nos escritos de Pessoa, onde '(...)' indica interrupção, enfatizando a ideia de que a conquista é fútil ou incompleta.

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