Frases de Fernando Pessoa - Confessa, sim; mas confessa o

Frases de Fernando Pessoa - Confessa, sim; mas confessa o ...


Frases de Fernando Pessoa


Confessa, sim; mas confessa o que não sentes.

Fernando Pessoa

Esta citação de Fernando Pessoa explora a complexidade da autenticidade humana, sugerindo que por vezes confessamos emoções que não são genuínas, revelando um conflito entre aparência e verdade interior.

Significado e Contexto

Esta frase de Fernando Pessoa aborda a contradição entre o que expressamos externamente e o que realmente sentimos internamente. O poeta sugere que os seres humanos frequentemente confessam ou demonstram emoções que não correspondem à sua experiência genuína, seja por pressão social, conveniência ou autoengano. Esta ideia reflete a complexidade da identidade humana e a dificuldade em ser completamente autêntico num mundo que muitas vezes valoriza aparências sobre verdades interiores. No contexto da obra pessoana, esta citação pode ser interpretada como um comentário sobre a fragmentação do eu e a criação de personagens (heterónimos) que expressam diferentes facetas da experiência humana. Pessoa explora como as pessoas assumem papéis e emoções que não são inteiramente suas, questionando assim a própria natureza da identidade e da sinceridade emocional.

Origem Histórica

Fernando Pessoa (1888-1935) foi um dos maiores poetas portugueses do século XX, ativo durante o período modernista. A citação reflete temas característicos da sua obra, desenvolvida num contexto de transformações sociais e culturais no Portugal do início do século XX, marcado por inquietação existencial e questionamento das convenções.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea devido à crescente discussão sobre autenticidade nas redes sociais e na vida moderna, onde muitas pessoas apresentam versões idealizadas de si mesmas. Também ressoa em contextos terapêuticos e de desenvolvimento pessoal, onde se explora a congruência entre sentimentos reais e expressões externas.

Fonte Original: A citação é atribuída a Fernando Pessoa, embora a obra específica possa variar conforme as fontes. Aparece frequentemente em antologias e coletâneas da sua poesia e prosa.

Citação Original: Confessa, sim; mas confessa o que não sentes.

Exemplos de Uso

  • Nas redes sociais, muitas pessoas 'confessam' felicidade que não sentem genuinamente.
  • Em contextos profissionais, por vezes concordamos publicamente com decisões com que discordamos internamente.
  • Em relacionamentos, pode ocorrer expressar emoções esperadas em vez das realmente vividas.

Variações e Sinônimos

  • Dizer sim quando se quer dizer não
  • Sorrir por fora, chorar por dentro
  • Aparências enganam
  • Máscaras sociais

Curiosidades

Fernando Pessoa criou mais de 70 heterónimos (personagens literárias com biografias e estilos próprios), prática que exemplifica dramaticamente o conceito de expressar emoções e perspectivas que não eram literalmente 'suas'.

Perguntas Frequentes

O que significa 'confessar o que não se sente'?
Significa expressar verbalmente ou através de ações emoções ou convicções que não correspondem aos sentimentos genuínos da pessoa.
Por que Fernando Pessoa escreveu sobre este tema?
Pessoa explorava frequentemente temas de identidade, autenticidade e a complexidade da experiência humana, refletindo seu interesse pela psicologia e filosofia.
Como esta citação se relaciona com os heterónimos de Pessoa?
Os heterónimos representam personagens que 'confessam' emoções e perspectivas que, embora criadas por Pessoa, não eram literalmente suas, ilustrando o conceito da citação.
Esta ideia é relevante na psicologia moderna?
Sim, relaciona-se com conceitos como congruência emocional, autenticidade e os desafios de expressão genuína em contextos sociais.

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