Frases de Agostinho da Silva - Muito me reprovo e o aprovo ta...

Muito me reprovo e o aprovo tanto quanto outrora aprovei o que hoje me reprovo.
Agostinho da Silva
Significado e Contexto
Esta frase de Agostinho da Silva captura a essência do processo de autoconhecimento e maturação ética. Num primeiro nível, expressa a capacidade humana de rever as suas próprias convicções e ações passadas, reconhecendo que o que antes era considerado correto ou válido pode, com o tempo e a experiência, revelar-se inadequado ou erróneo. Num segundo nível, sugere uma atitude de humildade intelectual e abertura à transformação, onde a reprovação de si mesmo não é um sinal de fracasso, mas sim um indicador de crescimento e de uma consciência mais apurada. A frase sublinha a ideia de que a identidade não é estática, mas sim um fluxo contínuo de reavaliação e renovação.
Origem Histórica
Agostinho da Silva (1906-1994) foi um filósofo, poeta e pedagogo português, figura central do pensamento lusófono do século XX. A sua obra, marcada por um humanismo universalista e uma crítica ao materialismo, emergiu num contexto de regimes autoritários em Portugal e no Brasil, onde viveu exilado. Esta citação reflete o seu interesse pela liberdade interior, pela educação como caminho de autodescoberta e pela constante busca de uma ética pessoal autêntica, desvinculada de dogmas estáticos.
Relevância Atual
Num mundo acelerado e frequentemente polarizado, esta frase mantém uma relevância profunda. Incentiva a reflexão crítica sobre as próprias crenças e ações, promovendo a flexibilidade mental e a capacidade de adaptação perante novas informações ou experiências. É particularmente valiosa em contextos educacionais e profissionais, onde a aprendizagem contínua e a autocrítica construtiva são essenciais para o desenvolvimento pessoal e a inovação. Além disso, ressoa com discussões contemporâneas sobre cancelamento cultura e a importância de permitir que as pessoas evoluam e se redimam dos seus erros passados.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Agostinho da Silva no âmbito da sua vasta produção escrita e oral, que inclui ensaios, conferências e entrevistas. Não está identificada com uma obra específica única, mas enquadra-se no corpus do seu pensamento sobre ética, liberdade e educação, como encontrado em coletâneas das suas obras.
Citação Original: Muito me reprovo e o aprovo tanto quanto outrora aprovei o que hoje me reprovo.
Exemplos de Uso
- Num processo de coaching, um líder pode usar esta frase para ilustrar como as suas decisões de gestão evoluíram com a experiência, aprovando agora abordagens que antes criticava.
- Num ensaio sobre educação, pode servir para defender a importância de revisitar criticamente os métodos pedagógicos, aprovando hoje o que outrora se reprovava por falta de evidências.
- Numa reflexão pessoal nas redes sociais, alguém pode partilhar esta citação para expressar como a sua visão sobre um tema social mudou ao longo dos anos, reprovando agora opiniões que antes defendia.
Variações e Sinônimos
- "Quem não muda com o tempo, fica parado no tempo."
- "A vida é uma constante revisão de si mesmo."
- "O amadurecimento traz novas perspectivas sobre velhas certezas."
- "A evolução pessoal implica desaprender para reaprender."
Curiosidades
Agostinho da Silva foi um defensor ardoroso da língua portuguesa como veículo de união cultural e criou, no Brasil, a Universidade de Brasília e o Centro Brasileiro de Estudos Portugueses, refletindo o seu compromisso com a educação transformadora que esta citação encapsula.


