Frases de Augusto Cury - Os suicídas, mesmo os que pla...

Os suicídas, mesmo os que planejam a morte, não querem se matar, mas matar a sua dor.
Augusto Cury
Significado e Contexto
A citação de Augusto Cury desloca o foco do ato do suicídio para a experiência subjetiva que o antecede. Ela sugere que, no cerne da decisão extrema, está um desejo profundo de cessar uma dor psicológica insuportável, não um desejo genuíno de aniquilação da própria existência. Esta perspetiva é crucial para uma abordagem empática e preventiva, pois convida a sociedade a compreender o suicídio não como um capricho ou fraqueza, mas como o desfecho trágico de um sofrimento não atendido, não compreendido ou não tratado. Num tom educativo, esta análise sublinha a importância de desestigmatizar a dor mental e promover intervenções que aliviem o sofrimento. A frase serve como um lembrete poderoso de que, muitas vezes, o que parece ser um desejo de morte é, na realidade, um grito desesperado por alívio. Compreender esta nuance é fundamental para profissionais de saúde, educadores, familiares e para a sociedade em geral, orientando esforços no sentido de 'matar a dor' através do apoio, tratamento psicológico e construção de redes de suporte, em vez de permitir que a dor 'mate' a pessoa.
Origem Histórica
Augusto Cury é um psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor brasileiro, nascido em 1958. Tornou-se um dos autores mais lidos no Brasil e em países lusófonos, com obras que popularizam conceitos de psicologia e inteligência emocional. A citação reflete a sua abordagem humanista e acessível, característica da sua vasta obra literária e de palestras, que visa desmistificar temas complexos da mente humana e promover o autoconhecimento. O contexto é o da sua longa carreira dedicada a estudar e escrever sobre emoções, ansiedade, gestão do pensamento e saúde mental.
Relevância Atual
A frase mantém uma relevância aguda na atualidade, marcada por crescentes taxas de problemas de saúde mental, ansiedade, depressão e isolamento social, agravados por fatores como as redes sociais, pressões profissionais e a pandemia de COVID-19. Ela ressoa com campanhas contemporâneas de prevenção ao suicídio, que enfatizam a escuta ativa, a desestigmatização e a busca de ajuda. Num mundo onde o sofrimento psicológico é frequentemente negligenciado ou banalizado, a citação serve como um farol educativo, lembrando-nos que a intervenção deve focar-se no alívio da dor subjacente, promovendo uma cultura de cuidado emocional e empatia.
Fonte Original: A citação é amplamente atribuída a Augusto Cury em palestras, livros e artigos. Embora não seja possível precisar um único livro de origem, ela está alinhada com os temas centrais das suas obras, como a série 'Análise da Inteligência de Cristo' ou 'Pais Brilhantes, Professores Fascinantes', onde explora a gestão das emoções e o sofrimento humano.
Citação Original: Os suicidas, mesmo os que planejam a morte, não querem se matar, mas matar a sua dor.
Exemplos de Uso
- Num debate sobre saúde mental nas escolas, um professor pode citar Augusto Cury para enfatizar a necessidade de os educadores estarem atentos ao sofrimento emocional dos alunos, não apenas ao seu desempenho académico.
- Num artigo de opinião sobre políticas públicas de prevenção ao suicídio, o autor pode usar a frase para argumentar que os recursos devem ser direcionados para o apoio psicológico e redes de suporte, não apenas para medidas restritivas.
- Numa sessão de terapia ou grupo de apoio, um psicólogo pode referir a citação para normalizar e validar os sentimentos de um paciente, ajudando-o a reconhecer que o seu desejo é pelo fim da dor, e não da sua vida, abrindo espaço para trabalhar estratégias de alívio.
Variações e Sinônimos
- "O suicídio não é um desejo de morrer, mas de deixar de sofrer."
- "Por trás de cada suicídio, há uma história de dor não contada."
- "A pessoa não quer acabar com a vida, quer acabar com a agonia."
- Ditado popular relacionado: "Antes de julgar uma pessoa, calce os seus sapatos e caminhe uma milha." (ênfase na empatia).
Curiosidades
Augusto Cury é um dos autores brasileiros mais traduzidos no mundo, com obras publicadas em mais de 70 países. A sua abordagem acessível da psicologia fez com que fosse frequentemente chamado de 'o psiquiatra mais lido do século XXI' no Brasil.


