Frases de Albert Camus - Existe apenas um único proble

Frases de Albert Camus - Existe apenas um único proble...


Frases de Albert Camus


Existe apenas um único problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida significa responder à questão fundamental da filosofia.

Albert Camus

Esta afirmação convida-nos a confrontar a questão mais essencial da existência humana. Ao questionar o valor da vida, Camus coloca-nos perante o abismo do significado.

Significado e Contexto

Esta citação de Albert Camus, retirada de 'O Mito de Sísifo', estabelece o suicídio como o problema filosófico por excelência porque representa a resposta prática à questão do valor da vida. Camus argumenta que, antes de qualquer outra consideração filosófica, devemos decidir se a vida merece ser vivida - uma decisão que precede e fundamenta todas as outras investigações filosóficas. O autor desenvolve esta ideia no contexto do 'absurdo', a contradição entre a busca humana por significado e a indiferença do universo. Para Camus, reconhecer este absurdo não deve levar ao desespero, mas sim à revolta e à criação do próprio significado através da experiência vivida.

Origem Histórica

Albert Camus escreveu esta frase no início de 'O Mito de Sísifo' (1942), durante a Segunda Guerra Mundial, um período de profunda crise existencial na Europa. O contexto histórico de destruição, morte em massa e perda de valores tradicionais influenciou profundamente o pensamento existencialista e absurdista de Camus. A obra surge como resposta ao niilismo e ao desespero que caracterizavam a intelectualidade europeia do pós-guerra, oferecendo uma alternativa à resignação ou ao suicídio filosófico.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea devido às crescentes taxas de depressão, ansiedade existencial e questionamentos sobre propósito na sociedade moderna. Num mundo marcado por crises ambientais, políticas e sociais, muitas pessoas continuam a confrontar-se com a questão fundamental do valor da vida. A reflexão de Camus oferece um enquadramento filosófico para discutir saúde mental, significado pessoal e resiliência face ao sofrimento, sendo frequentemente citada em debates sobre ética, psicologia e desenvolvimento pessoal.

Fonte Original: O Mito de Sísifo (Le Mythe de Sisyphe), ensaio filosófico publicado em 1942

Citação Original: Il n'y a qu'un problème philosophique vraiment sérieux : c'est le suicide. Juger que la vie vaut ou ne vaut pas la peine d'être vécue, c'est répondre à la question fondamentale de la philosophie.

Exemplos de Uso

  • Em discussões sobre saúde mental, esta citação ajuda a normalizar conversas sobre sofrimento existencial sem estigmatização.
  • Na educação filosófica, serve como ponto de partida para explorar questões de significado, liberdade e responsabilidade pessoal.
  • Em contextos terapêuticos, pode ser usada para enquadrar a busca por propósito como uma questão humana universal e legítima.

Variações e Sinônimos

  • "Ser ou não ser, eis a questão" - William Shakespeare
  • "A vida sem exame não merece ser vivida" - Sócrates
  • "O que nos faz continuar quando tudo parece sem sentido?"
  • "O valor da existência: a pergunta que precede todas as outras"

Curiosidades

Albert Camus recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1957, com apenas 44 anos, sendo o segundo mais jovem laureado na história do prémio. Curiosamente, o comité destacou especificamente como a sua obra "ilumina os problemas da consciência humana no nosso tempo".

Perguntas Frequentes

Por que considera Camus o suicídio a única questão filosófica séria?
Porque a decisão de continuar a viver ou não precede e condiciona todas as outras investigações filosóficas - se a vida não tem valor, nenhuma outra questão importa verdadeiramente.
Esta citação promove o suicídio?
Não, pelo contrário. Camus explora o suicídio como questão filosófica para depois argumentar contra ele, defendendo a revolta e a criação de significado face ao absurdo da existência.
Como se relaciona esta ideia com o conceito do 'absurdo' em Camus?
O absurdo surge do conflito entre a busca humana por significado e a indiferença do universo. Questionar o suicídio é confrontar diretamente este absurdo, sendo o ponto de partida para a resposta camusiana de revolta e liberdade.
Esta perspectiva é pessimista ou otimista?
É realista e paradoxalmente esperançosa. Reconhece o sofrimento e falta de sentido intrínsecos, mas defende que desta consciência pode nascer uma liberdade autêntica e um compromisso com a vida.

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