Frases de Cora Coralina - Se temos de esperar, que seja ...

Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.
Cora Coralina
Significado e Contexto
A citação divide-se em duas partes complementares. Na primeira, 'Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida', Coralina propõe uma redefinição da espera. Não se trata de uma passividade ociosa, mas de um período necessário de maturação, onde a paciência é recompensada pelos frutos das nossas boas ações intencionais. A 'semente boa' simboliza atitudes positivas, escolhas éticas ou gestos de bondade que, uma vez plantados, exigem tempo para germinar e florescer. Na segunda parte, 'Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade', a autora enfatiza a intencionalidade por detrás das nossas ações. Semear não é um ato neutro; deve ter um propósito claro e generoso. O objetivo não é o benefício individual imediato, mas a criação em larga escala de emoções positivas ('sorrisos') e laços humanos ('solidariedade e amizade'). Juntas, as duas partes formam um ciclo virtuoso: semeamos com propósito e esperamos com confiança para colher os frutos de um mundo mais afetuoso.
Origem Histórica
Cora Coralina (pseudónimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, 1889-1985) foi uma poetisa e contista brasileira, conhecida por uma obra que celebra o quotidiano, a simplicidade, a resistência e a sabedoria popular. A sua escrita, muitas vezes iniciada tardiamente na vida, reflete uma profunda conexão com a terra, a memória e os valores humanos fundamentais. Esta citação encapsula a sua visão de vida, marcada por uma resiliência otimista e uma crença no poder transformador das pequenas ações boas, desenvolvida ao longo de uma vida de desafios e observação atenta do mundo à sua volta.
Relevância Atual
Num mundo frequentemente marcado pelo imediatismo, individualismo e notícias negativas, esta frase mantém uma relevância profunda. Ela serve como um antídoto à ansiedade e ao cinismo, lembrando-nos que: 1) A mudança positiva requer tempo e paciência estratégica (esperar para colher). 2) As nossas ações, por mais pequenas que pareçam, devem ser orientadas para um impacto social positivo e afetivo (semear sorrisos). É um chamamento à responsabilidade individual para a construção de um tecido social mais saudável e uma filosofia aplicável à educação, ao ativismo social, à vida empresarial com propósito e às relações interpessoais.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Cora Coralina em antologias e coletâneas de pensamentos, sendo um dos seus aforismos mais difundidos. Pode ser encontrada em compilações da sua obra poética e em livros de citações.
Citação Original: Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.
Exemplos de Uso
- Num discurso de encerramento de um ano letivo, um professor pode usar a frase para incentivar os alunos a verem os conhecimentos adquiridos como 'sementes' que frutificarão no futuro.
- Uma organização não-governamental pode adotar a citação como lema para campanhas de voluntariado, destacando que cada hora doada é uma 'semente de solidariedade'.
- Num contexto de coaching pessoal, a frase pode ser usada para ajudar alguém a reenquadrar um período de transição profissional como um tempo de 'semear' novas competências e redes de contacto ('amizade').
Variações e Sinônimos
- "Quem semeia ventos, colhe tempestades." (Ditado popular, contraponto negativo)
- "Plante um pensamento, colha uma ação. Plante uma ação, colha um hábito." (Variante sobre desenvolvimento pessoal)
- "A vida é como um eco: se não gosta do que recebe, observe o que emite."
- "Faça o bem sem olhar a quem." (Ditado popular sobre generosidade desinteressada)
Curiosidades
Cora Coralina publicou o seu primeiro livro, 'Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais', apenas aos 75 anos de idade, tornando-se um fenómeno literário e um símbolo de que nunca é tarde para semear e colher os frutos do talento e da perseverança.


