Frases de Leonel de Moura Brizola - Vai ser a concorrência do Dia

Frases de Leonel de Moura Brizola - Vai ser a concorrência do Dia...


Frases de Leonel de Moura Brizola


Vai ser a concorrência do Diabo com o Demônio, e o vencedor será o Inferno.

Leonel de Moura Brizola

Esta frase representa uma visão cáustica sobre conflitos onde todas as partes envolvidas são moralmente questionáveis, sugerindo que em certas disputas, não há vencedores dignos, apenas perdedores.

Significado e Contexto

A citação de Leonel Brizola utiliza uma metáfora religiosa para criticar situações de conflito onde ambas as partes representam forças negativas ou opressivas. Ao equiparar os contendores a 'Diabo' e 'Demônio', termos tradicionalmente sinónimos na cultura cristã, Brizola sublinha a falta de diferença moral substancial entre eles. A conclusão – 'e o vencedor será o Inferno' – é uma afirmação poderosa de fatalismo e crítica: independentemente de quem vença a disputa, o resultado final será sempre negativo, destrutivo ou opressivo para o contexto em que ocorre. A frase capta a essência de conflitos onde a vitória de um lado não traz justiça ou melhoria, apenas perpetua um ciclo de dano. Num sentido mais amplo, a frase pode ser aplicada a disputas políticas, corporativas ou sociais onde os métodos ou objetivos de ambos os lados são eticamente duvidosos. A 'concorrência' aqui não é saudável, mas sim uma luta pelo poder que ignora o bem comum. O 'Inferno' como vencedor simboliza o agravamento das condições para todos os envolvidos ou afetados, sugerindo que nestes cenários, a verdadeira derrota é coletiva.

Origem Histórica

Leonel de Moura Brizola (1922-2004) foi um dos políticos mais carismáticos e controversos do Brasil no século XX, fundador do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e duas vezes governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. A frase reflete o seu estilo retórico afiado, marcado por um populismo de esquerda e uma crítica ferrenha aos seus adversários, frequentemente incluindo a elite política e económica. Embora a data e o contexto exatos desta declaração não sejam universalmente documentados, ela enquadra-se perfeitamente no período da redemocratização brasileira (décadas de 1980 e 1990), caracterizado por intensas lutas políticas, denúncias de corrupção e um ceticismo público crescente em relação às instituições. Brizola usava frequentemente linguagem vívida e hiperbólica para denunciar o que via como hipocrisia ou jogos de poder destrutivos.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância impressionante na atualidade, pois captura a perceção pública de muitos conflitos contemporâneos. Em política, pode descrever disputas partidárias onde ambos os candidatos são vistos negativamente, resultando num mal-estar geral independentemente do vencedor. No mundo corporativo, aplica-se a guerras comerciais ou fusões que prejudicam consumidores e trabalhadores. Nas redes sociais e na cultura 'cancelamento', pode referir-se a polémicas onde os dois lados adotam táticas agressivas, criando um ambiente tóxico ('Inferno') para a discussão. A frase ressoa numa era de polarização, onde o debate muitas vezes se foca em derrotar o 'inimigo' em vez de encontrar soluções construtivas.

Fonte Original: Atribuída a discursos ou declarações públicas de Leonel Brizola. Não está identificada num livro ou obra específica, sendo parte do seu repertório retórico oral amplamente divulgado pela imprensa.

Citação Original: Vai ser a concorrência do Diabo com o Demônio, e o vencedor será o Inferno.

Exemplos de Uso

  • A campanha eleitoral entre os dois candidatos acusados de corrupção foi, nas palavras de um analista, 'a concorrência do Diabo com o Demônio'.
  • A batalha judicial entre as duas gigantes tecnológicas parece uma competição onde, no final, os dados dos utilizadores serão o 'Inferno' que sairá vencedor.
  • O debate nas redes sociais degenerou num ataque mútuo tão tóxico que os utilizadores comentaram: 'Isto é a concorrência do Diabo com o Demônio'.

Variações e Sinônimos

  • Disputa entre o mau e o pior.
  • Luta entre Caim e Abel, onde ambos perdem.
  • Quando dois elefantes brigam, quem sofre é a relva. (Provérbio africano)
  • Escolher entre a peste e a cólera.
  • Guerra onde não há inocentes.

Curiosidades

Leonel Brizola era conhecido por cunhar frases de impacto que entravam no imaginário popular brasileiro. Uma curiosidade é que, apesar do seu discurso por vezes inflamado, foi o único político a ser eleito governador por dois estados diferentes (Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) na história do Brasil.

Perguntas Frequentes

O que significa literalmente 'concorrência do Diabo com o Demônio'?
Significa uma competição ou disputa entre duas entidades ou forças que são igualmente más, malignas ou indesejáveis, sem diferença moral significativa entre elas.
Por que Brizola usou esta metáfora religiosa?
Brizola usou-a para criticar de forma vívida e acessível situações políticas ou sociais onde, na sua visão, todos os envolvidos agiam de forma errada, apelando a um imaginário culturalmente familiar para enfatizar a falta de opções válidas.
Esta frase pode ser aplicada a conflitos internacionais?
Sim, é frequentemente usada para descrever guerras ou tensões geopolíticas onde ambos os lados cometem atrocidades ou agem de forma imperialista, resultando apenas em sofrimento para as populações ('o Inferno').
Há diferença entre 'Diabo' e 'Demônio' na frase?
Não, na cultura popular e no contexto da frase, são usados como sinónimos para reforçar a ideia de que os contendores são fundamentalmente iguais em natureza negativa.

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