Frases de Clarice Lispector - Sabe o que eu quero de verdade

Frases de Clarice Lispector - Sabe o que eu quero de verdade...


Frases de Clarice Lispector


Sabe o que eu quero de verdade? É jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma...Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma!

Clarice Lispector

Esta citação de Clarice Lispector celebra a vulnerabilidade como fonte essencial da identidade. Revela que o desconforto emocional é um preço necessário para a autenticidade e a consciência de si.

Significado e Contexto

A citação articula a ideia de que a sensibilidade, mesmo quando dolorosa ('arranha a alma'), é um elemento constitutivo do eu. Lispector sugere que a capacidade de sentir profundamente – incluindo a dor, a beleza e a ambiguidade – não é um acidente, mas a própria essência da experiência humana. Sem essa sensibilidade aguçada, perderíamos o contacto com a nossa própria existência, tornando-nos seres superficiais ou alienados de nós mesmos. A frase defende a aceitação da dor emocional como parte integrante de uma vida plena e consciente, opondo-se a qualquer tentativa de anestesiar os sentimentos.

Origem Histórica

Clarice Lispector (1920-1977) foi uma escritora brasileira de origem ucraniana, figura central do modernismo brasileiro e da literatura psicológica. A sua obra, marcada por um profundo mergulho na subjectividade e no fluxo de consciência, explora temas como a identidade, a solidão e a busca pelo significado. Esta citação reflecte o existencialismo e a fenomenologia que influenciaram o seu período, destacando-se numa época de intensa experimentação literária pós-Segunda Guerra Mundial, onde a interioridade humana ganhou protagonismo.

Relevância Atual

Num mundo contemporâneo muitas vezes orientado para a produtividade, o positivismo tóxico e a distracção digital, a frase de Lispector serve como um contraponto crucial. Relembra-nos da importância de abraçar a vulnerabilidade e a complexidade emocional, temas centrais em discussões actuais sobre saúde mental, inteligência emocional e autenticidade. A sua mensagem ressoa em movimentos que valorizam a humanidade integral, contra a dessensibilização promovida pelo ritmo acelerado da vida moderna.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Clarice Lispector no contexto da sua vasta obra de crónicas, contos e romances, embora a origem exacta (livro ou texto específico) não seja universalmente documentada em fontes comuns. É amplamente citada em antologias e reflexões sobre a sua filosofia.

Citação Original: Sabe o que eu quero de verdade? É jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma...Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma!

Exemplos de Uso

  • Num discurso sobre saúde mental, um terapeuta pode usar a frase para enfatizar a importância de aceitar as emoções difíceis como parte do crescimento pessoal.
  • Num perfil de redes sociais sobre autoconhecimento, a citação pode ilustrar um post que encoraja os seguidores a valorizarem a sua sensibilidade única.
  • Num workshop de escrita criativa, o facilitador pode citar Lispector para inspirar os participantes a explorarem a sua vulnerabilidade nas narrativas.

Variações e Sinônimos

  • "A dor é parte do preço da consciência."
  • "Só sentindo profundamente nos conhecemos verdadeiramente."
  • "A vulnerabilidade é a medida da coragem." (inspirado em Brené Brown)
  • "Quem tem medo de sentir, tem medo de viver."

Curiosidades

Clarice Lispector começou a escrever o seu primeiro romance, 'Perto do Coração Selvagem', aos 19 anos, enquanto estudava Direito. A obra, publicada quando tinha 23 anos, foi imediatamente aclamada pela crítica, estabelecendo-a como uma voz literária singular e introspectiva.

Perguntas Frequentes

O que significa 'arranhar a alma' nesta citação?
Refere-se à experiência dolorosa ou desconfortável que a sensibilidade pode provocar, como tristeza, angústia ou empatia excessiva, que são vistas como ferramentas de autodescoberta.
Por que é importante não perder a sensibilidade segundo Lispector?
Porque a sensibilidade é fundamental para o autoconhecimento; sem ela, perderíamos a capacidade de nos conectarmos com as nossas próprias emoções e identidade.
Esta citação aplica-se apenas a artistas ou escritores?
Não, aplica-se a qualquer pessoa. Lispector aborda uma condição humana universal: a sensibilidade como via para uma existência autêntica, independentemente da profissão ou vocação.
Há livros de Clarice Lispector que desenvolvem este tema?
Sim, obras como 'A Paixão Segundo G.H.', 'A Hora da Estrela' e 'Água Viva' exploram profundamente temas de identidade, sensibilidade e consciência, alinhados com esta citação.

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