O tempo não apaga nada. A gente que fin...

O tempo não apaga nada. A gente que finge que esqueceu.
Significado e Contexto
A expressão afirma que o decurso temporal não elimina por si as marcas psicológicas e emocionais; aquilo que consideramos perdido ou esquecido é frequentemente uma construção consciente ou inconsciente. Em vez de confiar no tempo como borrão que apaga, a frase responsabiliza a pessoa pelo processo de fingir esquecer — uma defesa que pode proteger a curto prazo, mas atrasar a integração saudável das memórias. Do ponto de vista educativo e psicológico, a frase abre uma discussão sobre mecanismos de defesa (negação, repressão), sobre a importância do luto e do processamento das experiências e sobre como a memória se reorganiza com significado e narrativa. Reconhecer que «fingimos que esquecemos» é o primeiro passo para práticas terapêuticas, de escrita ou de reflexão que permitam transformar lembranças dolorosas em conhecimento e crescimento.
Origem Histórica
A citação é frequentemente atribuída à cronista brasileira Martha Medeiros, autora conhecida por textos íntimos e aforismos que circulam amplamente em jornais e redes sociais desde o final do século XX e início do XXI. Martha Medeiros ganhou notoriedade pelas suas crónicas publicadas em jornais e por livros que combinam ensaio, poesia e reflexão sobre relações pessoais e quotidiano. A formulação sucinta e aforística encaixa-se na tradição da crónica brasileira contemporânea, que privilegia o comentário pessoal e emocional sobre temas universais.
Relevância Atual
A frase mantém relevância atual porque toca em debates sobre saúde mental, memória colectiva e como a sociedade lida com traumas individuais e históricos. Em tempos de consumo rápido de informação e de cultura do esquecimento, lembrar que o tempo não «apaga» automaticamente desafia atitudes de minimização e incentiva práticas ativas de memória, cura e responsabilidade.
Fonte Original: Atribuída a Martha Medeiros — crónica ou texto jornalístico; fonte original exacta não claramente identificada publicamente.
Citação Original: O tempo não apaga nada. A gente que finge que esqueceu.
Exemplos de Uso
- Num contexto terapêutico: um psicólogo explica que «o tempo não apaga nada» para motivar o paciente a trabalhar lembranças não resolvidas.
- Legenda em redes sociais: alguém partilha uma foto antiga com a citação para refletir sobre emoções não resolvidas após uma separação.
- Debate público: numa discussão sobre memória histórica, a frase é usada para criticar a ideia de que o passar dos anos elimina injustiças sem reparação.
Variações e Sinônimos
- O tempo não cura tudo; apenas disfarça.
- Não é o tempo que apaga, somos nós que deixamos de ver.
- A memória permanece; o que muda é a nossa vontade de a confrontar.
- O tempo suaviza as bordas, mas não elimina a marca.
- Não se esquece: aprende-se a viver com.
Curiosidades
Muitas frases atribuídas a cronistas ou escritores contemporâneos circulam sem fonte exacta nas redes sociais; esta citação tornou-se popular por sua concisão e aplicabilidade, sendo frequentemente reproduzida em imagens e posts, o que dificulta a rastreabilidade da primeira publicação.