Mário Quintana (1906–1994) foi um dos mais queridos poetas do Brasil do século XX. Nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, e passou grande parte da vida em Porto Alegre. A sua obra distingue-se pela linguagem coloquial, ironia sutil e ternura, combinando humor e melancolia para refletir sobre o tempo, a memória e o quotidiano.
Para além da poesia, Quintana destacou-se como tradutor e cronista, mantendo uma presença discreta mas influente na cultura literária brasileira. Famoso pelos seus apontamentos, epigramas e pequenos textos, deixou um legado de versos concisos e aforismos que continuam a ser citados e apreciados por leitores de várias gerações.
Cronologia
- 1906: Nasce em Alegrete, Rio Grande do Sul, Brasil (30 de julho).
- 1928: Publica o seu primeiro livro, consolidando a entrada na vida literária.
- década de 1930: Estabelece-se em Porto Alegre e desenvolve longa carreira como tradutor e cronista em jornais.
- décadas de 1940–1970: Publica várias colecções de poesia e ganha reconhecimento nacional pela originalidade e concisão do verso.
- 1994: Morre em Porto Alegre, deixando um legado duradouro na poesia brasileira.
Sabias que?
- A Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre, ocupa o edifÃcio do antigo Hotel Majestic, onde o poeta viveu; é hoje um centro cultural dedicado à sua memória.
- Quintana era conhecido pelos seus cadernos de apontamentos e epigramas breves, muitos dos quais se tornaram citações populares.
- Trabalhou durante décadas como tradutor e revisor em jornais, atividade que influenciou o seu estilo económico e atento à palavra.
Obras Principais: A Rua dos Cataventos, Espelho Mágico, Esconderijos do Tempo