Pietro Aretino (Arezzo, 1492–Veneza, 1556) foi uma das vozes mais mordazes e controversas do Renascimento italiano. Filho de origens modestas, estudou em Arezzo e mudou-se para centros culturais como Roma e Veneza, onde se afirmaria como poeta, dramaturgo e cronista cortesão. A sua escrita, frequentemente epistolar e satírica, granjeou-lhe tanto protectores poderosos como inimigos inflamados.
Autor de sonetos eróticos, peças e uma vasta correspondência satírica, Aretino explorou a hipocrisia social e o poder político com ironia cáustica. Amigo e provocador de artistas como Titian e Giulio Romano, tornou-se célebre pela capacidade de influenciar e chantagear a elite cultural da época, consolidando uma reputação de «flagelo dos príncipes» até à sua morte em Veneza em 1556.
Cronologia
- 1492: Nascimento em Arezzo, na Toscana.
- c.1510–1515: Mudança para centros urbanos como Roma, início de contactos com círculos artísticos e eclesiásticos.
- década de 1520: Estabelecimento em Veneza; publicação de textos satíricos e dos controversos sonetos eróticos que aumentaram a sua fama e polémica.
- 1534: Publicação de obras de maior alcance crítico e consolidação como figura central da cultura renascentista italiana, influenciador e polemista.
- 1556: Morte em Veneza; legado de influência literária, escândalo e defesa da liberdade de expressão.
Sabias que?
- Apelidado de «flagello dei principi» (flagelo dos príncipes) pela sua coragem em satirizar e chantagear figuras de poder.
- Os seus Sonetti lussuriosi acompanharam gravuras eróticas atribuídas a Marcantonio Raimondi e foram alvo de censura e destruição de exemplares.
- Cultivou amizades com grandes artistas do seu tempo, como Tiziano e Giulio Romano, actuando também como mediador cultural entre patronos e criadores.
Obras Principais: Sonetti lussuriosi (sonetos eróticos), I Ragionamenti (diálogos e reflexões), La cortigiana (A cortesã), Lettere (colecção de cartas satíricas)