Frases de Marquês de Maricá - A civilidade é uma impostura

Frases de Marquês de Maricá - A civilidade é uma impostura ...


Frases de Marquês de Maricá


A civilidade é uma impostura indispensável, quando os homens não têm as virtudes que ela afecta, mas os vícios que dissimula.

Marquês de Maricá

Esta citação revela a civilidade como uma máscara social necessária, que esconde os nossos vícios quando as verdadeiras virtudes nos faltam. É uma reflexão profunda sobre a hipocrisia inerente às convenções humanas.

Significado e Contexto

A citação do Marquês de Maricá apresenta a civilidade não como uma expressão genuína de virtude, mas como uma 'impostura indispensável' - uma falsificação necessária da sociedade. Quando os indivíduos não possuem verdadeiras qualidades morais (as virtudes que a civilidade 'afecta' ou finge ter), esta torna-se um mecanismo crucial para esconder os seus defeitos e vícios reais. A frase sugere que a polidez e as boas maneiras funcionam como um verniz social que mantém a coesão coletiva, mesmo quando baseado em dissimulação. Num contexto mais amplo, esta reflexão questiona a autenticidade das interações sociais convencionais. Maricá parece argumentar que, na ausência de genuína bondade ou integridade, a civilidade serve como um substituto funcional - não ideal, mas necessário para evitar o caos social. Esta perspectiva revela um entendimento pragmático da natureza humana, onde a aparência de virtude pode ser tão importante quanto a virtude real para o funcionamento da sociedade.

Origem Histórica

Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá (1773-1848), foi um político, filósofo e escritor brasileiro do período imperial. Viveu durante a transição do Brasil colónia para império independente, um período de transformações sociais profundas. As suas 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' (publicadas postumamente) reflectem a influência do Iluminismo e do pensamento moralista francês, adaptados ao contexto brasileiro. A obra caracteriza-se por aforismos que analisam a natureza humana e as convenções sociais com perspicácia crítica.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea porque continua a descrever dinâmicas sociais observáveis hoje. Nas redes sociais, na política, ou nas relações profissionais, frequentemente encontramos performances de civilidade que escondem motivações menos nobres. A reflexão ajuda a questionar a autenticidade das interações sociais modernas e a compreender por que sociedades continuam a valorizar formalidades mesmo quando estas não correspondem a sentimentos genuínos. Num mundo de 'cancel culture' e exposição pública, a tensão entre aparência civil e realidade moral permanece central.

Fonte Original: Obra 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' do Marquês de Maricá, publicada postumamente a partir dos seus escritos.

Citação Original: A civilidade é uma impostura indispensável, quando os homens não têm as virtudes que ela afecta, mas os vícios que dissimula.

Exemplos de Uso

  • Nas redes sociais, muitos apresentam uma imagem de perfeita civilidade enquanto praticam bullying nos direct messages.
  • Na política, a cortesia parlamentar muitas vezes esconde profundas divergências e estratégias de poder.
  • No ambiente corporativo, a etiqueta profissional pode mascarar competição feroz e interesses individuais.

Variações e Sinônimos

  • A cortesia é o véu que cobre a nudez dos nossos defeitos
  • As boas maneiras são a máscara que a sociedade nos obriga a usar
  • A polidez é a arte de esconder o que realmente pensamos
  • Ditado popular: 'Cão que ladra não morde' (sobre aparência versus realidade)

Curiosidades

O Marquês de Maricá era conhecido por sua vida discreta e reservada, em contraste com muitos nobres da época. Curiosamente, apesar de suas críticas à civilidade como impostura, era descrito por contemporâneos como um homem notavelmente educado e cortês na vida real.

Perguntas Frequentes

O que significa 'impostura indispensável' na citação?
Significa uma falsificação ou fingimento necessário - a ideia de que a civilidade, embora não seja autêntica, é essencial para o funcionamento social quando faltam virtudes genuínas.
O Marquês de Maricá era contra a civilidade?
Não propriamente contra, mas crítico da sua natureza. Reconhecia a sua função social necessária, mas alertava para o facto de frequentemente esconder falhas morais em vez de reflectir virtudes reais.
Esta citação justifica a hipocrisia social?
Não justifica, mas explica pragmaticamente. Maricá descreve um mecanismo social, não o aprova moralmente. A citação convida antes à reflexão sobre autenticidade versus conveniência social.
Como aplicar esta reflexão na educação?
Pode servir para discutir ética, autenticidade nas relações, e o equilíbrio entre convenções sociais e integridade pessoal em contextos educativos sobre cidadania.

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